Arquivo para Agosto, 2009

O Blog do Planalto está no ar

31/08/2009

blogplanalto

Foi um pouco depois da meia-noite desta segunda, dia 31/08, que o Blog do Planalto entrou no ar estreando uma nova forma de comunicação da Presidência da República na gestão do Presidente Lula.

Foram meses de preparativos na equipe do Planalto, comandada pelo insistente Nelson Breve, que tinha como meta a união de talentos para pilotar esta nova fase de comunicação. Orientando tudo está o ministro Franklin Martins.

Pude acompanhar de perto todos esses passos da construção que culminaram, na noite deste domingo, dia do meu aniversário, com o acionamento da chave de publicação, daqui da minha casa, por uma equipe abnegada de especialistas da Dataprev, empresa de tecnologia do Ministério da Previdência que eu tenho orgulho de trabalhar atualmente.

Foi um trabalho árduo dos técnicos Guto Carvalho e César Cardoso na calibragem da nave que decolou já com muitos acessos madrugada adentro. Enquanto isso, no Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória da Presidência da República, o jornalista Jorge Cordeiro, o especialista em interfaces Daniel de Pádua, o programador Marcos Machado, o escritor Daniel Duende e a jornalista Maiana Diniz, ajustavam os últimos posts para a entrada no ar do novo blog.

Fiz muitos irmãos em Brasília e, meus irmãos de fé, construção e militância são César Cardoso e Guto Carvalho. Vida londa ao lado deles!

Na Jukebox Mental, South Side com Moby

29/08/2009

Inspirado na cena tecnohouse de Chicago, em 1999, dentro do aclamado álbum Play, o DJ e multinstrumentista Moby lança a faixa South Side com uma paródia em vídeo dos clips dos gêneros house e rap da época, cheios de cenas extravagantes e luxuosas.

Moby, ou Richard Melville Hall, é nascido no bairro do Harlem em NY. Seu apelido surge do parentesco que tem com o autor do clássico Moby Dick, Herman Melville, seu tio muito distante.

Nos vocais poderosos com Moby, Gwen Stefani.

Hoje tem Mega Não em Brasília

26/08/2009

Hoje, a partir das 19h no Complexo Cultural da República, tem o ato Mega Não, contra o vigilantismo na rede. Ajude a enterrar de vez o Projeto Azeredo, para que sua vida digital não seja rastreada.

meganao

Na Jukebox Mental, Tom Waits com Hold On

23/08/2009

Há 10 anos o grande entertainer Tom Waits lançava o álbum Mule Variations com a bela faixa Hold On, e o clip é igualmente belo. Reminiscências, filmes escuros, imagens recoladas do fundo da mente, visão em Super 8 do nosso próprio passado. Tom Waits inferniza a nossa mente cotidianamente, forçando-nos a lembrar de detalhes da vida, com sua obra, que as vezes queremos que fiquem guardados num pequeno baú de tags da nossa infância. Imagens voltam, e o nosso fotógrafo é este cachorro louco.

O Petróleo tem que ser nosso, exibição no Cine Santa

19/08/2009

O documentário “O Petróleo tem que ser nosso” do cineasta Peter Cordenonsi ganhou mais um local para exibição no Rio de Janeiro. Desta vez é o Cine Santa, em Santa Teresa, quem tem a honra de apresentar este filme que trata da preservação da autonomia e do patrimônio nacional. A exibição será na próxima segunda, dia 24/08, a partir das 21h. Veja convite abaixo.

Convite Cine Santa 5-1

Na Varanda em imagens constrangedoras

18/08/2009

Vazaram na rede as imagens exclusivas do último podcast Na Varanda, feito ao vivo, no dia 08/08 do corrente ano. Imagens raras, perturbadoras e principalmente, constrangedoras, do primeiro podcast feito por homens grávidos do mundo. Uma noite lacinante. As imagens são fortes. Retirem crianças, cardíacos, pessoas com cistite, idosos com baixa imunidade e pessoas com uma perna mais curta que a outra da frente do computador. Nenhum código aberto foi maltratado durante este podcast.

Para os detratores, o podcast é realmente feito Na Varanda. Ao fundo o saudoso bambuzal

Para os detratores, o podcast é realmente feito Na Varanda. Ao fundo o saudoso bambuzal

Centro de comando interativo. Nome luxuoso para o "cara que fica vendo e-mail, Twitter e outras porcarias interativas". De costas, Jude Law

Centro de comando interativo. Nome luxuoso para o "cara que fica vendo Twitter e outras porcarias interativas". De costas, Jude Law

Simples ferramenta para streaming ao vivo em Software Livre, o Icecast, para provar ao ENIAC da EBC que não é preciso milhões e grandes parques computacionais para produzir conteúdo

Simples ferramenta para streaming ao vivo em Software Livre, o Icecast, para provar ao ENIAC da EBC que não é preciso milhões e grandes parques computacionais para produzir conteúdo na rede

Momento TENSO! O âncora @fernandoike consola @cesaraovivo observados por Cascardo e Lincoln, este em primeiro plano

Momento TENSO! Âncora @fernandoike consola @cesaraovivo que está inconformado com a perda do bambuzal, observados por Cascardo e Lincoln (blusa verde).

Editor de som Audacity usado para gravar o podcast

Editor de som Audacity usado para gravar o podcast

Jude Law coordena a equipe na transmissão, sentindo cheiro estranho proveniente do conteúdo. Equipamento: amplificador, mesa de som Behringer, mic de lapela e mic Shure manual

Jude Law coordena a equipe na transmissão, sentindo cheiro estranho vindo do conteúdo. Equipamento: amplificador, mesa de som Behringer, mic de lapela e mic Shure

Termina o Na Varanda, o único podcast em que os apresentadores ficam bêbados ao longo do programa

Termina o Na Varanda, o único podcast em que os apresentadores ficam bêbados ao longo do programa

Mobilidade no WordPress

16/08/2009

Ferramenta Wordmobi para atualizar o blog pelo celular N95. Tem até contador de stats

Posted by Wordmobi

O golpe fatal

15/08/2009

O golpe fatal na mídia conservadora brasileira será cada vez mais o acesso da população aos aparelhos de DVD, computadores e ao vídeo-game.

Recentemente a TV Globo retirou da sua contagem de audiência os aparelhos medidores que rastreavam também os espectadores conectados aos video-games. Resultado: a recuperação da audiência de suas novelas. Uma artimanha publicitária para escamotear a queda. Com isso os índices se equilibram, faz-se uma manobra de porcentagem e pronto, o público “automagicamente” voltou a ver novela, como nos anos 80 e 90, e a audiência subiu. Eu creio que também retiraram dessa contagem, e ai é suspeita minha, quem estava vendo seu DVD calmamente em casa.

O aumento de renda do brasileiro, aliado ao crédito das lojas, permitiu que mais e mais aparelhos de DVD entrassem nos lares. Quanto mais vendeu, mais caiu o preço. Um aparelho de DVD hoje custa 100 reais e, dividido em 10 vezes em qualquer loja como as Casas Bahia ou Americanas, o cidadão já pode se igualar as pessoas com mais renda tendo seu aparelho em casa para ver os “lançamentos”.

Sim. Um dos motivos do ataque brutal a pirataria não é somente pelo faturamento que os ambulantes tem ao vender os lançamentos nas ruas ou a falta de pagamento do licenciamento, mas sim, porque afeta drasticamente a audiência da TV. O pobre não pode ver filmes, tem que ver novela e, assim, alimentar o ciclo do poder da mídia conservadora no país. O rico? Ah, esses já escaparam dos braços da mídia faz tempo pelo seu poder aquisitivo.

Não vou entrar no mérito de quem financia a pirataria. Vou me ater aqui ao fato dela igualar desejos de consumo culturais. Com um DVD de lançamento vendido nas ruas, na Santa Ifigência em São Paulo ou na Feira do Paraguai em Brasília a R$ 5,00 ou menos, o cidadão, no dia seguinte, enche o peito para dizer ao seu colega de trabalho com maior renda, ou até mesmo seu chefe, que também assistiu o nofo filme do Stallone, Vin Diesel, Indiana Jones ou Harry Potter.

Rompe-se assim a cadeia cultural perversa do baixo acesso a cultura de massa. Pode parecer confuso e discrepante, mas a cultura de massa chega para alguns antes de chegar efetivamente à massa, que terá sempre que esperar o filme passar na TV 2 anos depois de exibido nas salas de cinema.

O acesso rápido aos equipamentos digitais rompe este ciclo e iguala o acesso aos produtos culturais.

Se o governo federal reduzir drasticamente os impostos dos DVDs, celulares, video-games, como fez com a MP do Bem em 2005, que permitiu a entrada de milhares de computadores a preço baixo no mercado (vide também o IPI dos carros) será o golpe fatal para retirar o cidadão da frente da TV. O Vale-Cultura lançado recentemente abre caminhos de acesso para as mais variadas formas de consumo cultural. E para arrematar, uma nova política de redução de preços para o acesso a banda larga seria a pá de cal. Basta querer fazer.

Fogo na TV Brasil

05/08/2009

Orra, meu. Fogo na TV Brasil de novo, vindo dos jornalões paulistanos. É engraçado: paulistano que sou, sei bem que nós achamos que o que não é feito em ou pensando em São Paulo: a) é uma porcaria, b) não existe, ou c) não deveria existir. No caso de uma TV, isso fica ainda mais forte, porque o IBOPE que interessa para o mercado publicitário – e consequentemente, é divulgado – é só o de São Paulo. Também sei, por trabalhar aqui, que a TV Brasil tenta entrar pra valer em São Paulo desde antes de existir, mas simplesmente não conseguiu, até agora, ir além do cabo e do digital – e nenhum diligente defensor do dinheiro público nunca bateu na Anatel ou no Ministério das Comunicações para saber porque é tão complicado, caro e demorado abrir um canal analógico em São Paulo.

Também ninguém vai lá na emissora pública paulista, a TV Cultura – tão pertinho, né? – para perguntar porque ela é uma das poucas TVs educativas do país a não transmitir ao menos um telejornal da TV Brasil. Uma outra é a TVE do Rio Grande do Sul. A Rede Minas transmite. A TVE de Alagoas também, assim como a do Paraná, da Bahia, de Sergipe, do Piauí, do Ceará, do Espírito Santo, Pará…

Se a população do resto do país pode ou não ter o seu canal de TV – com os mesmos valores da programação da TV Cultura paulista, se o governo interfere ou não na linha editorial, se o cidadão deve ter o direito de ser tratado como tal ao sentar-se na frente do televisor – ou se deve apenas ser contabilizado e ser revendido em bloco aos anunciantes – sobre tudo isso, cada um tem o direito de dar sua opinião – mesmo que os fatos desmintam a tese. Mas vamos – orra, meu – disponibilizar todas as informações, para que cada um forme o seu juízo.

O mesmo vale para o tão repetido “fracasso de audiência”. Damos, no telejornal Repórter Brasil Noite, perto de 1 ponto de média, diariamente, só no Rio de Janeiro. Isso soma mais de 250 mil espectadores – repito, só na TV aberta do Rio de Janeiro. Nessa conta não entram cabo, parabólicas e, principalmente, telespectadores das emissoras educativas que retransmitem – e participam, diga-se também – do nosso telejornal. Tem dia que é mais gente, tem dia que é menos – depende dos caminhos das índias, fazendas e esquadrões da moda, porque o Repórter Brasil entra no ar às nove da noite, bem quando começam os arrasa-quarteirão das emissoras comerciais. Mas, só no Rio, tv aberta, são entre 250 e 300 mil telespectadores pelo menos.

Nunca vi – porque não existe – uma pesquisa de audiência que, nesse horário, reuna as audiências da TV aberta e fechada, parabólicas e, principalmente, emissoras educativas estaduais. Às vezes alguém mede um desses aspectos. E surgem coisas estranhas. Exemplos: no carnaval deste ano, a TVE da Bahia deu entre 3 e 4 pontos de média ao apresentar o Repórter Brasil da Sexta-Feira Gorda à Quarta-Feira de Cinzas. No dia da final do Campeonato Sergipano da Futebol deste ano, a Aperipê TV transmitiu sozinha e ganhou de todas as outras, com média de 27 pontos. Detalhe: foi numa quarta-feira à noite, saindo do Repórter Brasil e passando por cima das novelas. No Pará foi algo na mesma linha. No 7 de Setembro do ano passado, a TV BRasil teve o segundo lugar de audiência (7 pontos de média) em Brasília, transmitindo Desfile Cívico. O primeiro lugar foi a Fórmula Um. Emissoras públicas, de vez em quando, dando audiência… e vale lembrar: tv pública não monta grade pensando em dar audiência. Mas monta a grade pensando. E não foge de audiência não.

200 mil telespectadores em dia ruim (segundo os critérios do IBOPE, não os de conteúdo – que fique claro), só no Rio… para uma emissora de TV ainda é pouco. Mas vamos comparar com o “jornalões”. Eles imprimem – não necessariamente vendem – quase isso. Folha 296 mil exemplares. O Globo, 260 mil. Estadão, 215 mil. Mas há uma diferença que eles não citam. Em dezembro de 2007, a audiência do primeiro Repórter Brasil foi de 30 mil pessoas no Rio. No começo dos anos 2000, a Folha sozinha tirava um milhão de exemplares diários. As setas apontam nas direções opostas.

Mas voltando, meu. Privar o telespectador paulista de ver a TV Brasil é responsabilidade compartilhada. Até porque ele a financia com seus impostos, como qualquer outro. Mas não por acaso, é nos jornais paulistas que surgem as críticas mais fortes, frequentes e cheias de sabedoria. Não viram, e, por isso não gostaram. “Cabide de emprego”, bradam. Pois você sabe quem está na TV Brasil? Vou citar alguns dos não-concursados que nos ajudam de um modo ou outro – alguns ainda não estrearam. Aliás, a EBC é bem mais que a TV Brasil: tem Canal Integración, NBR, Agência Brasil, Rádio Nacional Rio, Rádio Nacional Brasília, Rádio Nacional da Amazônia, Rádio MEC AM, Rádio MEC FM… e a maioria dos funcionários é concursada. Coisa que você talvez também não soubesse.

Alberto Dines, Anselmo Gois, Milton Coelho da Graça, Vera Barroso, Lúcia Leme, Helena Chagas, Tereza Cruvinel, Arnaldo César, Aziz Filho, Vinícius Doria, Monica Gugliano, Lincoln Macário, Luciana Barreto, Florestan Fernades Jr., Luciano Delion, Márcia Dutra, Cláudio Bojunga, Alberto Léo, Sérgio Maurício, Sérgio du Bocage, Roberto Dávila, Luis Carlos Azenha, Mariana Kotscho, Leda Nagle, Luis Nassif, Luis Carlos Azedo – só os mais conhecidos. Gente com anos de experiência em inúmeros veículos de comunicação. Gente com as mais variadas matizes e pensamenos políticos. Caso você não conheça algum dos nomes, assim de cara, vá lá no Google. Você vai achar referências sobre o trabalho, os prêmios, as idéias de todos e qualquer um deles. Ah! Já adianto que poucos fizerram carreira em São Paulo. Orra…

Eduardo Castro é Gerente Executivo de Jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação

É palmeirense, nasceu no Hospital Nove de Julho, cresceu no Cambuci, formou-se na Cásper Líbero e trabalhou 13 anos na Rede Bandeirantes de Rádio e TV, meu.