Os blogs independentes, com a ajuda do Twitter, furaram o bloqueio midiático montado pelo senador Azeredo para defender sua Lei, que espiona e criminaliza, lançando suspeitas sobre qualquer indivíduo que use ou simplesmente consulte a rede. Se aprovada, a Lei Azeredo dirá primeiro que todos são culpados para depois separar quem realmente tem culpa.
A passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Fórum Internacional do Software Livre, que terminou no último dia 27/06 em Porto Alegre, foi marcada pela afirmação, durante discurso para mais de 300 pessoas, de que a lei de controle da atividades na Internet é censura.
O presidente chegou acompanhado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, do reitor da PUCRS, Joaquim Clotet, da deputada federal Manuela D’Avila, o ministro da Comunicação Social Franklin Martins de diversos assessores. “No nosso governo, é proibido proibir. Essa lei não visa corrigir abusos na internet. Ela quer é fazer censura. Precisamos é de um código civil para determinar as responsabilidades na internet, mas não proibir. Esse projeto é policialesco, com o intuito de entrar na casa das pessoas para saber o que estão fazendo. Não é possível isso. A maioria das pessoas na internet é de bem”, afirmou o presidente.
A ministra Dilma Rousseff ressaltou em seu discurso a redução de gastos do governo federal com licenças proprietárias. Até hoje, R$ 370 milhões foram economizados com a implantação de softwares que não exigem o pagamento de licenças e ainda ressaltou que este dinheiro gera investimentos em importantes ações sociais.”As semelhanças que nos unem são muito maiores do que as diferenças. Estamos voltando a afirmar que um outro mundo é possível. E ele está sendo construído, aqui, por vocês”, afirmou Dilma Roussef.
Destacando a importância do desenvolvimento colaborativo de códigos para o crescimento do país, Lula disse que o software livre permite ao país inovar. “Quando fomos adotar o software livre no início do governo, eu não entendia nada da linguagem que o pessoal da área me falava. Havia um grupo que defendia o software livre e outro que defendia a mesmisse do proprietário, comprando e pagando a inteligência dos outros. Ou cozinhávamos o nosso prato com um toque brasileiro ou comíamos aquilo que a Microsoft queria vender para a gente. Prevaleceu a ideia da liberdade”
Passaram pelo 10º Fórum Internacional de Software Livre 8232 participantes, um recorde de público para o evento segundo a Associação Software Livre, entidade que organiza o FISL todos os anos.
