Arquivo para Junho, 2009

Pensando bem, Fora Sarney! PSDB vai ter que explicar o mico Perillo

30/06/2009

Será mesmo que o PSDB quer o senador tucano Marconi Perillo na presidência do Senado?

Caso José Sarney se afaste do cargo, devido a avalanche de denúncias sobre parentes no Senado, Perillo, que é 1º vice-presidente da casa, assume a honrosa vaga.

Mas Marconi Perillo, que já foi governador de Goiás, não carrega consigo um bom histórico em sua administração. Vejam vcs que 3 inquéritos envolviam o ex-governador. O de número 2481, que não consta mais nos sistemas do STF, tratava das denúncias de esquema com empreiteiras para arrecadar dinheiro para campanha da reeleição. O inquérito 2562 também sumiu do acompanhamento processual do STF. Neste, o nobre senador era processado por calúnia pelo ex-prefeito de Anápolis, Ernani José de Paula.

Mas o de número 2504 meus amigos está lá no sistema, sem indicativos de que chegou ao final. Este trata de irregularidades em licitações e a última notícia que se tem no acompanhamento processual é de 01/04/2009, indicando: **36145/2009, de 01/04/2009 – UNIGRAF, 30/03/2009 – INFORMA ESTAR IMPOSSIBILITADA DE ATENDER A SOLICITAÇÃO CONTIDA NO OFÍCIO Nº 2064/R. O relator deste inquérito é o ministro Marco Aurélio  Mello.

Na escalada de denúncias contra Sarney, que devem claro ser investigadas, o PSDB pode estar selando seu próprio futuro de investigado com Perillo sob holofotes e isto pode reforçar ainda mais a necessidade de saber do Arthur “5%*” Virgílio sobre o empréstimo de R$ 10.000,00 concedido por Agaciel Maia.

Pensando bem, #forasarney

* 5% representa a percentagem de votos que Arthur Virgilio teve quando candidatou-se a governador do Amazonas em 2006.

Lei Azeredo é enterrada no FISL 10.0, falta o Congresso acordar

29/06/2009

Os blogs independentes, com a ajuda do Twitter, furaram o bloqueio midiático montado pelo senador Azeredo para defender sua Lei, que espiona e criminaliza, lançando suspeitas sobre qualquer indivíduo que use ou simplesmente consulte a rede. Se aprovada, a Lei Azeredo dirá primeiro que todos são culpados para depois separar quem realmente tem culpa.

A passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Fórum Internacional do Software Livre, que terminou no último dia 27/06 em Porto Alegre, foi marcada pela afirmação, durante discurso para mais de 300 pessoas, de que a lei de controle da atividades na Internet é censura.

O presidente chegou acompanhado da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, do reitor da PUCRS, Joaquim Clotet, da deputada federal Manuela D’Avila, o ministro da Comunicação Social Franklin Martins de diversos assessores. “No nosso governo, é proibido proibir. Essa lei não visa corrigir abusos na internet. Ela quer é fazer censura. Precisamos é de um código civil para determinar as responsabilidades na internet, mas não proibir. Esse projeto é policialesco, com o intuito de entrar na casa das pessoas para saber o que estão fazendo. Não é possível isso. A maioria das pessoas na internet é de bem”, afirmou o presidente.

A ministra Dilma Rousseff ressaltou em seu discurso a redução de gastos do governo federal com licenças proprietárias. Até hoje, R$ 370 milhões foram economizados com a implantação de softwares que não exigem o pagamento de licenças e ainda ressaltou que este dinheiro gera investimentos em importantes ações sociais.”As semelhanças que nos unem são muito maiores do que as diferenças. Estamos voltando a afirmar que um outro mundo é possível. E ele está sendo construído, aqui, por vocês”, afirmou Dilma Roussef.

Destacando a importância do desenvolvimento colaborativo de códigos para o crescimento do país, Lula disse que o software livre permite ao país inovar. “Quando fomos adotar o software livre no início do governo, eu não entendia nada da linguagem que o pessoal da área me falava. Havia um grupo que defendia o software livre e outro que defendia a mesmisse do proprietário, comprando e pagando a inteligência dos outros. Ou cozinhávamos o nosso prato com um toque brasileiro ou comíamos aquilo que a Microsoft queria vender para a gente. Prevaleceu a ideia da liberdade”

Passaram pelo 10º Fórum Internacional de Software Livre 8232 participantes, um recorde de público para o evento segundo a Associação Software Livre, entidade que organiza o FISL todos os anos.

Correios lança selo comemorativo para os 10 anos do FISL

29/06/2009

Foi lançado no stand dos Correios, durante o FISL, que terminou no último sábado, o selo comemorativo dos 10 anos do Fórum Internacional de Software Livre. A produção do selo foi feita em parceria com o Serpro, Serviço Federal de Processamento de Dados. Veja imagem abaixo.

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FISL lotado: diversidade em foco

27/06/2009

Termina hoje em Porto Alegre a décima edição do Fórum Internacional de Software Livre. Até o momento foram confirmados 8.157 participantes. Um estouro! No último dia os corredores estão intransitáveis. Nas edições anteriores o que se viu foi uma calmaria no último dia.

Esse agito tem movitos: é a décima edição, o presidente Lula passou por aqui, as palestras estavam e altíssimo nível e temas polêmicos como a Lei Azeredo agitaram todo o encontro. No FISL percebemos que os atos do #meganão e todo o esforço da blogosfera para desmascarar Azeredo foram fundamentais para convencer o Palácio de que será um erro sacramentar a vigilância na rede. A Lei Azeredo foi descontruída até pela área jurídica da Câmara dos Deputados.

A diversidade, como sempre, faz o FISL. Pelos corredores não se respira somente tecnologia e os participantes acabam com os estigmas da imprensa conservadora, que sempre ao abordarem eventos de tecnologia colocam seus participantes como bitolados. Na foto abaixo, na área central, um grupo agita o evento com berimbau e uma multidão os acompanha, encantados.

berimbau

O FISL olha para frente, sempre. É impossível não vislumbrar o futuro logo adiante. E a robótica avança em conjunto com o software livre. Quanto mais códigos nesta área forem compartilhados, mais rápido será o aprendizado no desenvolvimento de equipamentos que permitam ao homem não se anular, mas ajudar na educação e cultura. Na foto abaixo, o centro de robótica do FISL. Uma sala lotada de pessoas aliando peças ao código aberto.

robotica

O FISL é amplo e democrático. Empresas privadas que patrocinam o evento montam seus stands, como a Globo.com, e tem que conviver com os protestos dos usuários. Em uma palestra lotada da Globo.com, dois manifestantes abrem seus cartazes em protesto às práticas de jornalismo perverso da empresa. No texto: “A TV Globo preserva a injustiça social e a estúpida elite Brasileira”. Vocês podem se perguntar o que a Globo faz aqui. A empresa usa em seus sistemas web diversas aplicações em software livre, como o WordPress.

protesto

Presidente Lula no FISL 10.0

27/06/2009

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Presidente Lula aguarda sua vez para discursar durante o FISL 10.0 em Porto Alegre. Lula defendeu a liberdade na internet e afirmou que a Lei Azeredo é censura.

Franklin Martins no FISL 10.0

27/06/2009

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Ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social do Palácio, instantes antes do discurso do presidente Lula no FISL 10.

Deputada Manuela D’Avila no FISL10

27/06/2009

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Deputada federal Manuela D’Avila, minutos antes do discurso do presidente Lula no #fisl10. Manuela acompanhou a comitiva do presidente.

Comunidade CACIC se reúne para lançamento da versão 2.4

25/06/2009

Depois do encontro de desenvolvedores do CACIC, ocorrido em abril de 2009 em Brasília, a comunidade volta a se reunir, desta vez durante o Fórum Internacional de Software Livre em Porto Alegre, para conhecer as melhorias da nova versão 2.4.

Na abertura do encontro na tarde desta quinta-feira na PUC-RS, Marcio Sena, gerente de departamento de planejamento e projetos da Dataprev, ressaltou a inovação de uma estatal do porte da Dataprev em investir seu conhecimento tecnológico na construção e liberação dos códigos de um programa para outros órgão de governo e para a sociedade. Segundo Sena, “liberar o código ajudou a acabar com a dependência das estatais e criar uma das maiores comunidades do software público”.

Corinto Meffe, gerente de inovações tecnológicas da SLTI, destacou que o grande sucesso do desenvolvimento do CACIC se deve ao envolvimento da comunidade em sua execução. “O CACIC hoje é uma marca de confiança hoje do governo e da sociedade”, acrescentou Meffe anunciando a versão 2.4.

Adriano Vieira, coordenador técnico da comunidade CACIC, apresentou em sua palestra alguns elementos da nova versão, como a identificação do sistema Windows com suas variantes, cadastro de sistemas operacionais, nova versão para Linux em Python, suporte para tradução de idioma padrão e inventário de múltiplos dispositivos de hardware.

O CACIC hoje está presente na Argentina, Paraguai, Uruguai, Equador e Venezuela. Mais informações em www.softwarepublico.gov.br

Avanços em serviços públicos para a TV Digital

25/06/2009

gingadataprev

A primeira dificuldade da TV Digital no Brasil será se mostrar viável, não em termos econômicos, pois os grandes conglomerados de TV no Brasil tem dinheiro para gastar, mas comprovando que pode fazer frente a internet e a convergência tecnológica da TV sobre IP. Na minha opinião a TV Digital nasceu despontando para o fracasso.

Independentemente disso, é preciso pensar sistemas tanto para uma possível TV Digital ou para os aparelhos de TV conectados a rede. E é isto que as equipes da Dataprev estão pensando ao desenvolver programas para o Ginga, midleware brasileiro, feito em software Livre, embarcado em nossos setup boxes, que podem rodar tb como qualquer outro aplicativo, na web.

Em demonstração no stand da Dataprev está uma das primeiras interfaces que podem futuramente permitir ao cidadão, de sua casa, interagir com os serviços da previdência como marcação de perícias e consultas de saldo a receber, dentre outras funções. Acionando o perfil via controle remoto o sistema pede o CPF do cidadão para reconhecer seus dados de cadastro e, enquanto isso, a programação da TV, em qualquer canal, continua com seu fluxo.

No sistema em teste existe um quiz que pode ser respondido por qualquer um usando controle remoto. Ou seja, no futuro, os serviços públicos podem se adequar mais rapidamente a demanda dos cidadãos, ouvindo dos próprios, sem intermediários, quais melhorias nos sistemas da previdência podem ser feitas.

FISL 10.0 exalta a liberdade na rede como forma de livre expressão

24/06/2009

A décima edição do Fórum Internacional de Software Livre, que acontece na PUC-RS em Porto Alegre, teve como destaque durante a cerimônia de abertura a liberdade na rede como foco central dos discursos dos seus participantes.

Estiverem presentes a mesa de abertura, que aconteceu na tarde desta quarta-feira no auditório principal da PUC, representantes da comunidade SL e de empresas públicas apoiadoras do evento como Olívio Dutra, ex-governador do RS que impulsionou a primeida edição do FISL, Richard Stallman, criador da Fundação Software Livre (Free Software Foundation), Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev, Ademir Picolli, presidente da Procergs, Marcos Mazzoni, presidente do Serpro, Clarice Copetti, vice-presidente da Caixa, e Corinto Meffe, gerente de inovações tecnológicas da Secretaria de Logística e TI (Planejamento)

Para o presidente da Associação Software Livre, Marcelo Branco, no momento em que, há dez anos, as discussões para a criação da ASL surgiam, a autonomia dos cidadãos e instituições era o tema central, passando pela plena adoção de Software Livre. Segundo Marcelo, a comunidade software livre é a mais antiga rede social do mundo atuando de forma colaborativa. Nesta dinâmica surgiu o FISL, inspirado nos ideais libertários das comunidades de desenvolvedores SL que se encontraram com os movimentos populares ativos nos anos 90 em Porto Alegre. Ainda, segundo o presidente da ASL, o momento no Brasil é de tentar controlar a internet. O FISL traz para o centro do debate as questões de direitos autorais e as tentativas de controlar o individuo na rede.

Richard Stallman, criador da Fundação Software Livre, acompanhou Branco em defesa da liberdade na rede, afirmando que fechar o desenvolvimento de código não é obrigatório. Estamos em luta pela liberdade dos usuários e os programas proprietários privam a liberdade de todos. Isto é injusto e não deveria existir. Todo programa deve ser livre para que os usuários sejam livres, afirmou Stallman, lembrando ainda que atacar o compartilhamento é atacar a sociedade.

O FISL 10.0 segue até o próximo sábado. Mais informações podem ser obtidas em www.fisl.org.br