Já tratei em post anterior sobre a queda dos impressos pelo mundo. É uma tendência natural a medida que a miniaturização de equipamentos digitais acontece e o computador vai ficando cada vez mais acessível em suas faixas de preço.
Em 23/12 a Pew Research divulgou pesquisa que aponta: a Internet já ultrapassou os jornais impressos como meio de comunicação.
70% dos americanos mantém a TV como principal fonte de informação. Em segundo lugar agora está a Internet com 40% e em terceiro os jornais impressos com 35%.
Os jovens foram responsáveis por esse crescimento que, ao meu ver, é irreversível.
Você pode afirmar: mas se a rede está nas mãos de grupos tradicionais, a visão editorial continuará a mesma, só alterando o meio de difusão.
Não é bem assim. Um cidadão comum não tem rotativas em casa para imprimir jornais e concorrer com os demais. Mas ele tem Internet e os serviços de publicação. Com boas informações e apuração, atreladas a sua visão (opinião) sobre o mundo, mais um veículo surge. É o produtor de informação, que não depende de diplomas, corporativismo jornalístico ou permissões para circulação.
Do ponto de vista do consumidor de informação, um portal imenso de notícias não resiste ao conteúdo enfadonho. A Internet surgiu do conceito do hyperlink, que leva o sujeito a saltar de página em página. Com um clik, um blog vira concorrente de um grande portal.
O Conversa Afiada, por exemplo, possui mais acessos (1 milhão de page views por mês) do que muitos portais de notícias da imprensa conservadora. Gostaria de saber o acesso do Azenha, deve ser imenso também.
Isso tudo deve estimular a entrada de mais sujeitos da informação na rede, acreditando no seu potencial pessoal de gerar informações e mudar a opinião das pessoas, sem os vícios do tradicional jornalismo que acredita ser o centro de tudo.
