O assunto do dia ontem (02/09) foi o lançamento da versão beta do Google Chrome, o navegador do Google que usa o código aberto do Firefox da Fundação Mozilla.
Para não perder a onda, o Jornal da Globo fez matéria, como sempre rasa, a respeito no Chrome.
No texto, a locução em off destacava a liderança do Internet Explorer no mercado, lembrando que há dez anos a Microsoft bateu a Nestcape, afirmando que agora o alvo pode ser outro, ou seja, o segundo navegador do mercado, o Firefox.
De tão rasa e estúpida, a matéria fez menção somente ao incentivo financeiro dado pelo Google a Fundação Mozilla, ignorando que praticamente as duas estão trabalhando juntas para desbancar o IE do mercado. A entrada do Chrome não visa derrubar o Firefox, mas somar forças para tirar o trono do IE, com grandes possibilidades de conquista. O Google utilizou toda a base em código aberto do Firefox, somando a isso o webkit da Aplle, assim como um dia a própria Microsoft usou parte dos códigos do Firefox nas novas versões do seu browser, como por exemplo o sistema de abas, criado pela Fundação Mozilla.
Resumindo, o espectador saiu mais uma vez desinformado pela falta de preparo dos redatores e editores do jornal para lidar com o assunto tecnologia. Falta vontade de informar, de entrar no assunto. Para eles, tecnologia é divertimento, entretenimento, e não um fator social que permite interatividade e liberdade.
Para o Jornal da Globo não é preciso que o espectador entenda o que é código aberto, software livre ou compartilhamento do código, que é o fator quase que decisivo para a criação do Chrome. Na visão parcial e fragmentada, é mais uma simples batalha, subliminarmente direcionada para dizer que o seu maior anunciante, a Microsoft, vai ganhar. Um jornalismo lamentável.
Tags: chrome, concorrente, google, Jornal da Globo, navegador, novo
08/09/2008 às 12:11 am
Também, vc ia esperar o quê , vindo de quem vem!
tá na hora da gente esquecer a globo, se realmente que-
remos informaçôes concisas.
08/09/2008 às 12:35 am
A Globo é xarope mesmo! Mas ai, essa parte aqui:
“assim como um dia a própria Microsoft usou parte dos códigos do Firefox nas novas versões do seu browser, como por exemplo o sistema de abas, criado pela Fundação Mozilla”
ficou meio obscura. Usou o código ou a idéia, onde cê viu isso?