Arquivo para Setembro, 2008

Na Jukebox Mental, Invincible com Muse

29/09/2008

Das comparações óbvias com o som do Radiohead, particularmente entre a voz do vocalista do Muse Matthew Belamy e do Radiohead Thom Yorke, fica para o Muse o orgulho de construir um som tão ousado e inspirado em Radiohead. Não existe pecado nisso, desde que seja bem feito.

Do álbum de 2006 Black Hole and Revelations, surgiu esta pérola de clip, absolutamente criativo e inspirado em todas as nossas lembranças infantis. Sem palavras. Invincible, com Muse.

The Hustler, o jogo final

28/09/2008

Pensando ainda sobre o talento incomparável de Paul Newman, nada melhor do que assistir um trecho do clássico The Hustler, comentado no post imediatamente abaixo. Esta cena apresenta o último jogo entre Eddie e Fats. A entrada de Paul Newman no salão, para o último confronto, é digna de um legítimo faroeste, aqui com a direção impecável de Robert Rossen. A edição do filme é essencial para o ritmo correto das jogadas realizadas pelos atores e técnicos e ficou a cargo de Dede Allen.

The Hustler: Paul Newman, um mito

27/09/2008

Quando um mito do cinema se vai, abre-se um buraco no coração de qualquer cinéfilo. É difícil descrever a sensação de vazio, mas em minha mente começam a saltar pequenas janelas com fotogramas. Creio que a melhor homenagem é esta, quando cenas marcantes permanecem definitivamente na memória.

Paul Newman foi um dos responsáveis pelo meu amor ao cinema. Quando criança, seus planos e truques instigaram minha imaginação em Golpe de Mestre (1973), e, já adulto, ao assistir The Hustler, que no Brasil saiu com o título sem sentido de “Desafio a Corrupção”, pude sentir a mesma solidão que Eddie Felsson e Sarah Packard.

No filme de 1961, Paul Newman interpreta o compulsivo jogador de bilhar Eddie Felsson, homem com a ganância de ser o maior jogador dos EUA. Em seu caminho, está o desafio de enfrentar Minesota Fats (Jackie Gleason), o maior de todos. Sua idéia fixa não o faz enxergar a própria ruína e nem o amor que aos poucos aparece com o encontro em uma estação de ônibus com Sarah, uma jovem alcoólatra sem destino interpretada por Pauper Laurie. A beleza de Sarah ofusca um problema no pé, que a faz mancar, construindo sempre em seu rosto um olhar platônico para Eddie como sugestão para que ele não note seu caminhar combalido.

A cena em que Eddie vira a noite perdendo para Fats na mesa de bilhar é angustiante. Ele perde, e insiste enfrentando o profissional, que não oferece pistas de desistência, enquanto o novato começa a dormir durante as jogadas.

O maior desafio de Eddie não é o esporte que escolheu como profissão, mas deixar-se ser amado.

Paul Newman interpretou Eddie novamente em A Cor do Dinheiro, de 1986. Abaixo, Paul e Pauper Laurie.

Perdidos na Noite, Tatá e Escova

24/09/2008

São Paulo parava no sábado a noite para ver o Perdidos na Noite, programa apresentado por Fausto Silva na TV Gazeta, Record e por último na TV Bandeirantes, de meados de 1984 até 1989.

O Perdidos foi cria direta do programa de rádio Balancê, apresentado na Rádio Excelsior de São Paulo. Goulart de Andrade visitou o programa e imediatamente sugeriu que aquilo tinha que ir pra TV, fazendo com que Fausto e equipe fossem para a TV Gazeta.

Me lembro desde criança, no sábado a noite, de comer pizza assistindo o improviso anarquico dos humoristas Nelson Tatá Alexandre e Carlos Roberto Escova, que eu ouvia antes no rádio desde os tempos do Show de Rádio na Jovem Pan.

E mais uma vez o YouTube preserva a memória da TV brasileira. Aqui estão em ação, Tatá e Escova. Assistindo novamente, tive síncopes de riso com suas imitações, num humor que estimula o imaginário. Com quase nada no palco, eles faziam platéia e espectadores caírem de rir.

Na Jukebox Mental, James Iha

23/09/2008

Arriscando-se longe do sucesso do Smashing Pumpkins, em 1998 o guitarrista americano James Iha lançou seu álbum solo Let it Come Down, sendo recebido friamente pela crítica e por parte do seu público. Passados 10 anos do primeiro single Be Strong Now, é sempre bom ouvir novamente algumas das suas músicas. A melancolia e as letras simples sustentam o álbum e para bom entendedor de qualquer momento sentimental que se encaixe, Let Come Down soa como uma ligeira paz inquieta e tenra, como aquele abraço apertado que você não esperava que teria. Veja abaixo o clip de Be Strong Now e não deixe de ouvir No One’s Gonna Hurt You.

Humor bem feito, época de uma TV mais crítica

22/09/2008

Chico Anysio é sem dúvida um dos melhores comediantes do mundo.

Até hoje não vi nenhum ator, além dele, que tenha criado mais de 200 personagens, 208 no total, cada um com uma voz e personalidades diferentes, a ponto de confundir o espectador. Jô Soares também criava, mas não tinha a capacidade de incorporar outra personalidade.

Garimpando na rede, encontrei um quadro clássico do Tim Tones, paródia de Chico para o pastor americano Jim Jones, fundador da seita Templo do Povo marcada por um suicídio em massa em 1978 na Guiana. Jones reuniu oprimidos, a maioria negros, e usurpava dinheiro e propriedades em troca da paz espiritual. Na Guiana, criou a Jonestown para escapar das autoridades americanas e isolar seus seguidores do mundo, humilhando-os e matando quem fugisse da sua “cidade”.

Veja abaixo Chico Anysio como Tim Tones em 1986, exercitando seu humor crítico e contestador.

Lula no 3 a 1: união civil e aborto

18/09/2008

Poucas vezes um presidente da república, desde a redemocratização, tocaram em assuntos polêmicos sem medo como fez ontem, 17/09, o presidente Lula na estréia do programa 3 a 1 da TV Brasil.

De tantos assuntos abordados com o presidente, como a crise boliviana, os grampos, a camada pré-sal, chamaram a atenção a opinião do presidente sobre união civil de homossexuais e o aborto.

Sobre a união civil, Lula foi direto: é totalmente a favor. E ainda acrescentou que os políticos, quando precisam de votos, não negam os votos destas pessoas. E o Estado, arrecada dinheiro de impostos deles. E pq não aceitar a união civil? É necessário, segundo o presidente.

O presidente sempre foi contra o aborto, como reafirmou ontem na entrevista, mas mais uma vez falou que é uma questão de saúde pública. As pessoas, segundo o presidente, não podem morrer realizando aborto caseiro. Precisam ser assistidas por profissionais, por médicos, com toda a estrutura do Estado.

Que isso sirva de lição para os políticos retrógrados e conservadores, para que respeitem os desejos pessoais e enxerguem os anseios de diversas parcelas da sociedade civil.

Por isso o presidente está com a popularidade disparada, por não ter medo de ser sincero e de olhar cara a cara o seu eleitor.

Lula no 3 a 1 da TV Brasil

17/09/2008

O presidente Lula é o primeiro convidado do programa de entrevistas 3 a 1 que estréia esta noite na TV Brasil a partir das 22h. Leia matéria de Eduardo Castro e Luana Lourenço.

Em entrevista exclusiva à TV Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o país vai dar apoio logístico à Bolívia, a pedido do presidente Evo Morales, para desmantelar grupos armados no departamento de Pando, fronteira com o Acre. A informação foi dada na entrevista gravada pela manhã, em Brasília, para a estréia do programa 3 a 1, da TV Brasil, que vai ao ar às 22h de hoje (17).

“Nem pensar em ingerência brasileira na Bolívia; muito menos tropas”, disse Lula. Mas o Brasil vai auxiliar com a venda de caminhões e ônibus ao Exército Boliviano e com ajuda da Polícia Federal na fronteira. O presidente pediu aos ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Defesa, Nelson Jobim, para entrar em contato com autoridades bolivianas a fim de tratar dessa colaboração. Na entrevista, Lula criticou a interferência de embaixadas dos EUA em assuntos internos de países da América do Sul em diversos momentos da história do continente, ao comentar a decisão de Evo Morales de expulsar da Bolívia o embaixador norte-americano.

Lula gravou a entrevista durante a manhã, nos jardins do Palácio da Alvorada. Ele respondeu a perguntas sobre a crise nos Estados Unidos, falou de possíveis medidas do governo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para aumentar o crédito e sobre o futuro da Petrobras. O presidente falou, ainda, sobre o pré-sal, uso de algemas, Polícia Federal e Abin, casamento homossexual, aborto e até da seleção brasileira.

A íntegra da entrevista será exibida hoje, na estréia do programa 3 a 1, às 22h, na TV Brasil. O programa é apresentado pelo jornalista Luis Carlos Azedo e vai ao ar todas as quartas-feiras. Também participam da entrevista de hoje a diretora de jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Helena Chagas, e o jornalista convidado Cristiano Romero, do jornal Valor Econômico. Muitas das perguntas foram coletadas nas ruas, feitas por telespectadores de várias capitais brasileiras.

A entrevista com o presidente Lula é a primeira de uma série com ex-presidentes e outras personalidades. Estão sendo convidados Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, Fernando Collor e José Sarney. O entrevistado do 3 a 1 da semana que vem será o cineasta Bruno Barreto, que teve o filme Última Parada 174, indicado para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro.

A seguir, o trecho da entrevista sobre a questão boliviana:

TV Brasil: A crise boliviana está exigindo uma mobilização dos países sul-americanos. O senhor vai realmente mandar o Ministério da Defesa, ajuda logística e tropas para o Evo Morales fazer frente aos grupos armados que estão tumultuando o país?
Luiz Inácio Lula da Silva: Nem pensar em ingerência brasileira na Bolívia; muito menos tropas. Ou seja, o que nós acertamos com o Evo Morales e foi uma coisa extremamente importante porque foi a primeira grande decisão da União Sul Americana de Nações, uma decisão na minha opinião histórica em que a gente baliza aquilo que a gente entende que deva ser a relação dos vizinhos com a Bolívia, na expectativa de que o povo boliviano, através de seu governo e de sua oposição, acate as orientações e a gente possa voltar à normalidade na Bolívia. O que é muito importante para os países vizinhos e para a Bolívia, que só vai se desenvolver se estiver em paz.

TV Brasil: Mas qual a ajuda brasileira para a Bolívia?
Lula: Qual a ajuda? Veja, o Evo Morales pediu para a gente ver se pode vender caminhões para as tropas dele. Nós vamos tratar de ver se a indústria automobilística brasileira pode produzir, e com uma certa rapidez, alguns caminhões para a Bolívia. E ele pediu também, e o ministro Tarso Genro disse que a polícia já estava lá; pedir para o Tarso ligar para o ministro da Justiça do Evo Morales para tentar estabelecer uma ação conjunta da Polícia Federal na fronteira para evitar trânsito de pessoas, de gente com armas, evitar contrabando, evitar o narcotráfico. E, ao mesmo tempo, vou pedir para o Jobim também falar com o ministro da Defesa da Bolívia para ver essa coisa da ajuda com caminhões, ônibus, que eles estão precisando também. Ou seja, no fundo, no fundo, o Brasil precisa fazer um esforço muito grande porque nós temos mais de 3 mil quilômetros de fronteira com a Bolívia e nós queremos que ela esteja em paz porque em paz ela vai crescer; em guerra não.

TV Brasil: Esse tipo de ajuda não pode ser encarado como uma interferência do Brasil em assuntos de um país vizinho?
Lula: Não pode. Se fosse assim, você não poderia vender nada para ninguém. Nós estamos fazendo uma relação comercial, o Evo estava na reunião e depois que eu ouvi alguns discursos de alguns presidentes, quando chegou minha vez de falar, eu falei à presidenta do Chile: “Eu, ao invés de falar, eu queria perguntar ao Evo Morales o que ele acha que nós precisamos falar para ajudá-lo, ele é quem tem que dizer”.

TV Brasil: O Evo Morales acusa o governo dos Estados Unidos de interferir na vida interna na Bolívia, de estimular essa rebelião em Santa Cruz e em outras províncias da região. O Brasil tem boas relações com os Estados Unidos, o senhor inclusive tem excelente relação com o presidente Bush; o senhor chegou a conversar com as autoridades americanas ou com o Bush sobre esse problema na Bolívia?
Lula: Eu conversei várias vezes com o Bush, até a pedido do Evo Morales para que os Estados Unidos aprovassem rapidamente as tarifas especiais para determinados produtos bolivianos e está para ser aprovada agora, mas como houve essa expulsão do embaixador eu penso que agora essas coisas podem ficar paralisadas. Se for verdade que o embaixador dos Estados Unidos fazia reunião com a oposição do Evo Morales, o Evo está correto de mandá-lo embora. O papel de embaixador não é fazer política dentro do país, não. Ele está como representante do seu país, numa relação de Estado com Estado, ele representa o Estado. Aqui no Brasil, uma vez, uma embaixadora americana, em um jornal brasileiro, respondeu uma crítica que eu tinha feito ao Bush: eu mandei o Celso Amorim chamá-la e dizer que não era admissível ela dar palpite sobre a entrevista do presidente da República. E também não é de hoje, é famosa a interferência das embaixadas americanas em vários momentos da história do continente americano. Então, eu acho que houve um incidente diplomático, se o embaixador estava tendo ingerência na política lá, o Evo está correto.

TV Brasil: O senhor acha que ainda existe risco de uma divisão na Bolívia ou essa reunião da Unasul estancou completamente essa possibilidade?
Lula: Peço a Deus que tenha estancado, peço a Deus que todo mundo compreenda o que é melhor para a Bolívia. Nem sempre a decisão de uma multilateral, de uma instância como a Unasul e tantas outras da ONU são tomadas e as pessoas não cumprem. Nesse caso, nós esperamos que cumpra, porque eu acho que as pessoas estão percebendo que nós estamos bem-intencionados com a Bolívia. Todo mundo quer ajudar a Bolívia, agora é preciso que a Bolívia queira ser ajudada.

Abrindo um pote de poesias

17/09/2008

Para Lilian Alves

O dedo… o único que podia abrir aquele pote.

Os outros estão separados, isolados para não ajudar na abertura.

O dedo sabe que de dentro do pote pode vir uma linha de paixão, um bilhete de amor… ou um catálogo luxuoso da desilusão.

Insistente, sem ajuda, ele arranha a tampa, observado pelos 9 descrentes.

É o medo de não ter que o move a abrir o pote. Arrisca.

Reescreve? É o medo de ter ou de não ter?

Lá dentro, nada de manuscritos, apenas uma caneta e um disco de vinil.

Ele é somente um dedo e o medo, de que, juntos, ela não o escolha mais.

Viúva de Paulo Freire repudia o Almanaque Abril

14/09/2008

O verdadeiro Almanaque Abril (Veja), em sua edição do dia 20 de agosto, atacou e ofendeu a memória de um dos maiores educadores do mundo, o brasileiro Paulo Freire. O trabalho de Paulo Freire, e todo o seu legado intelectual, ajudou a formar brasileiros, fazendo-os entender o sentido de cidadania, dentre tantas outras conquistas.

Ana Maria Araújo Freire divulgou no último dia 11/09 uma carta em repudio a revista, que você pode ler logo abaixo.

Mas você, caro blogleitor, pode fazer muito mais do que ler esta carta. Pode trabalhar para convencer amigos e parentes a interromper este ciclo de publicação inútil e rasteira com o cancelamento da assinatura. Eles já sentiram esta queda, tanto que estão vendendo filmes junto com a revista para aquecer a circulação. Eu continuo na minha campanha de convencimento e já obtive bons resultados.

“Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE — e um dos maiores de toda a história da humanidade –, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico.  Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.

Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.

A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.

Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do “filósofo” e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.

Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou – que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.

Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu “Norte” e “Bíblia”, esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião.

Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!