O novo longa baseado na série Arquivo X, em cartaz desde ontem (25/07), não é um filme fácil para quem espera cenas de ação e correria. O diretor e roteirista Chris Carter levou um autêntico episódio para a tela grande, em homenagem aos fãs da série.
Em “Eu quero acreditar” Chris Carter resolveu, enfim, fazer cinema, usando sua estética consagrada na série. Os planos longos e diálogos intensos forçam a atuação dramática de David Duchovny e Gillian Anderson, esta, uma grande atriz, pouco aproveitada no cinema norte-americano, que ainda não descobriu seu potencial.
Os dois atores, apesar de terem muito fôlego, mostram as marcas do tempo. Foram sete anos desde o fim do seriado e 10 desde “Resista ao futuro”. É preciso conceituar em que ponto da vida Mulder e Scully estão. Ele, recluso em uma casa de campo revirando seu passado. Ela, ligada a projetos de caridade como médica, sua formação, agarrada a religiosidade. Ambos, ressentidos e amargurados pela perda filho.
Neste contexto, o diretor e o roteirista Frank Spotnitz foram corretos ao abordar todo o universo Xcer dramático. Fora de suas atividades regulares, os ex-agentes não poderiam se envolver em uma caçada em outro continente ou, novamente, buscar uma nave alien. O enfrentamento diante deste ponto da vida é com seus seres bizarros internos como culpa, desistência, fraqueza e morte. Por isso, as paisagens permanentes de gelo e neve, durante todo o filme.
Ao fim da projeção, fica a sensação para espectadores e fãs de um certo fracasso em nossas pequenas lutas cotidianas. “Arquivo X: Eu quero acreditar” é um filme amargurado, mas que nos provoca a levantar e seguir.
Tags: Arquivo X, Chris Carter, David Duchovny, eu quero acreditar, Gillian Anderson, Spotnitz, X Files

27/07/2008 às 10:53 pm
Confesso que esperava mais do filme, principalmente o clima de conspiração até pouco antes do ano final da série.
Mas você tem razão, esse hiato de anos não dava para simplesmente voltar para trás nos anos da série. Pensando no contexto, sua resenha está perfeita.
12/08/2008 às 3:01 pm
Também concordo contigo e com o Fernando Ike. Não dava para ignorar o tempo que passou. A “desculpa” utilizada para colocar Mulder e Scully novamente em ação foi muito correta, neste contexto.
Enfim, o filme é bom, como eram os bons episódios da série. Vale a pena sim! O único problema é que, ao contrário do que ocorria nos episódios, não temos outra história nova na semana que vem…
Bem que poderiam voltar com a série… Pelo menos por mais uma temporada…
Valeu!
03/06/2009 às 1:28 pm
Concordo contigo Davi,em genero numero a grau.Deviam voltar com a série.E sim o filme e bom.