Estive na manhã de hoje, 27/06, na sede do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília para acompanhar a divulgação do cronograma da área de informática para a apuração das eleições deste ano.
Já foi divulgado anteriormente que as urnas eletrônicas foram todas migradas para Linux.
Foi um passo histórico, ao meu ver, como exemplo para as instituições públicas brasileiras, quase todas imobilizadas pelo lobby do software proprietário, que promete mundos e fundos aos administradores públicos para amarrar seus sistemas em softwares caríssimos, com pouca segurança em código .ASP nos servidores Windows.
Nas palavras do diretor de tecnologia do TSE, Giuseppe Janino, a opção pelo código aberto foi, em primeiro lugar, pela segurança das urnas e também pela possibilidade de plena auditoria nos códigos, caso algum partido solicite ao TSE.
Segundo Janino, o uso de software proprietário impedia que fosse feita uma plena auditoria das urnas, pois as empresas que forneciam os códigos não autorizavam a abertura de seus sistemas, alegando segredos comerciais.
Com isso o TSE quebra um tabu no setor público e mostra para diversos gerentes de TI, ao meu ver incompetentes, que a não adoção de código aberto em sistemas vitais de rede e infra-estrutura era simplesmente motivado pela falta de capacidade técnica de quem comanda os processos, aliada a irresponsabilidade de não oferecer treinamento adequado aos funcionários públicos que lidam com tecnologia em diversos setores da administração direta e indireta.