No começo dos anos 70 o trio Sá, Rodrix e Guarabyra lançou dois álbuns emblemáticos para a nova música brasileira: “Passado, presente e futuro” em 1972 e “Terra” em 1973.
Ambos refundaram, ou refundiram, os conceitos musicais das crônicas sertanejas misturadas as trilhas modernas do blues e jazz, criando em solo brasileiro a nossa folk music. Assim, apareceu o que foi chamado de rock rural, com canções como Os Anos 60, Mestre Jonas, Blue Riviera, Zepelim, Ama Teu Vizinho, Hoje Ainda é Dia de Rock, Primeira Canção da Estrada e Cumpadre Meu, entre outras.
Zé Rodrix, cansado de hotéis, estradas, viagens e outras coisas, saiu do trio ainda na década de 70 para fundar sua produtora de jingles A Voz do Brasil e ainda teve fôlego para participar de festivais com o Joelho de Porco. Sá e Guarabyra, como todos sabem, trilharam vários sucessos nas décadas seguintes.
A capa acima é de uma coletânea que engloba estes dois discos citados, lançada com a tecnologia DRM (Digital Rights Management) que não permite ao comprador ripar para MP3 as faixas dos CDs, além de interferir no equipamento desrespeitando a privacidade do usuário. Confesso a vocês que adoro ver um CD com o selo anticópia e tenho o prazer de compra-lo. Os fabricantes da indústria do entretenimento sonham em deter a tecnologia e custam a admitir que perderam há muito tempo o bonde do novos formatos de mídia. O DRM impede cópias no Windows, mas para quem usa Linux é só colocar no Drive e ripar.
