Percebendo que a ação de vazar dados sigilosos da Casa Civil estourou em seu colo, como a bomba do Riocentro, o senador tucano Álvaro Dias começou a apelar para a Internet, e quem sabe outros caminhos, para tentar “limpar” sua imagem de fonte da imprensa conservadora.
Recebi na noite de ontem do blog leitor Ricardo Fagundes o spam enviado pela assessoria de comunicação do senador, com o boletim de comunicação do seu gabinete, que partiu do e-mail gsadia@senado.gov.br.
Ricardo escreveu o seguinte no encaminhamento da mensagem que fez para este blog: “O canalha mandando Spam para os usuários do UOL … Eu NUNCA assinei essa m… para receber”.
No spam do senador estão as manchetes dos jornais que colocam em destaque suas opiniões sobre o caso, obviamente as manchetes que lhe fazem bem.
Na primeira matéria, a única que parece ser produção própria, a manchete informa: Alvaro Dias sobre dossiê: corda não pode estourar do lado mais fraco.
É para ter pena do senador? Ele está muito longe de ser a ponta mais fraca da corda. A fabricação do factóide partiu dele próprio que foi fonte da imprensa conservadora ao vazar as informações do Palácio em conluio com seu assessor e um funcionário da Casa Civil, este que tratou de garimpar os dados da gestão FHC.
Como eu já disse aqui antes, a única coisa que o tal dossiê contra os tucanos prova é que a Dona Ruth era uma pessoa asseada.
E prova também que para atacar o governo Lula de forma baixa, o senador Álvaro Dias não hesitou em trair seu próprio chefe e líder político, FHC, colocando suas informações na imprensa para fazer o famoso cospe aqui, aquela típica brincadeira de criança em que uma pessoa coloca a palma da mão entre potenciais inimigos e pede aos dois: se tiverem coragem, cospe aqui na minha mão. Quando cospem, ele retira a mão.
Agora o senador angaria e-mails pela internet, talvez comprando mailing de empresas privadas, para tentar fazer algum tipo de viral na rede que espalhe ainda mais as besteiras que faz e diz.
Álvaro Dias está mal assessorado. Quem assina seu boletim é a jornalista responsável Cristiana Salles, cuja função é zelar pela imagem não praticando atos que desagradem leitores e potenciais eleitores. A desinformação é tanta que talvez o senador e sua assessora não conheçam o substitutivo apresentado pelo seu colega tucano senador Eduardo Azeredo que foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça no dia 05/03/2008. A proposta pretende punir quem faz spam com multas de até R$ 1.000,00, além do autor ser enquadrado em crime de falsidade ideológica, podendo ficar até 5 anos preso.
Veja abaixo a reprodução da assinatura do spam feita no gabinete do senador.
