Faz tempo que estou para escrever aqui sobre o CQC, a versão brasileira do programa argentino comandada por Marcelo Tas na Band.
O ator e humorista Rafael Bastos, do elenco fixo do programa, produz e apresenta o quadro Proteste Já, para cobrar das autoridades públicas a resolução de diversos problemas que atingem os cidadãos.
Diversos casos tiveram encaminhamento e solução: o esgoto que não escoava em uma região pobre de São Paulo e o transporte escolar das crianças. A vergonha comprovada na matéria era a de que algumas crianças tinham transporte em uma rua. Na rua de cima, muito próxima, a perua escolar não passava. Veja no vídeo acima o caso da acessibilidade no Metro de São Paulo.
Diante da pressão e da vergonha na matéria o responsável resolveu o problema, assim como a Sabesp que mandou terminar as reformas nas adutoras que recolhiam o lixo da água.
Qual a eficiciência do jornalismo dito sério para cobrar as autoridades? Pelo que vemos no dia a dia das grandes cidades, uma matéria “séria” da imprensa conservadora é encarada pela burocracia como um problema de assessoria de imprensa. Portanto a eficiência é quase zero.
Diante do ridículo, as autoridades funcionam.
Michael Moore já comprovou isso em seu programa na TV Pública americama, PBS, no final da década de 90.
Somente com a pressão do constrangimento e do ridículo as autoridades funcionam.
Matérias “jornalísticas” dos principais programas de TV no Brasil são resolvidas com um release de imprensa e nada mais. Uma vez virada a pauta, o jornalismo das emissoras conservadoras não se interessa mais pela denúncia que produziu.
Por isso o humorístico CQC faz mais jornalismo que Jornal Nacional, Jornal do SBT, Jornal da Record, Jornal da Band e outros genéricos. A insistência em voltar a cobrir o assunto força a resolução.