Governador Jaques Wagner dá um passo atrás na política de inclusão digital da Bahia

23/04/2008

Infelizmente o governador Jaques Wagner está indo na contramão das políticas de inclusão digital praticadas no Brasil.

Hoje, dia 23/03, o governador assina acordo com o presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy, para parceria em projetos de inclusão digital na Bahia.

Isto significa que os telecentros, atualmente montados com Linux com a distro chamda de Berimbau, será substituída pelo Windows com o pacote Office e outros aplicativos proprietários.

Ou seja, o governador a partir de agora opta pelo “adestramento” dos usuários ao invés de uma capacitação que possibilite a quem quiser estudar e melhorar o código.

Um estudante não poderá realizar um curso de programação em plataforma, pq o código do Windows é fechado, e consequentemente não terá chance para uma vaga no mercado de trabalho como programador se ele desejar. O governador não dá ao usuário o direito de escolha para sua vida.

Engana-se o governador se pensa que está dando uma ótima oportunidade aos seus eleitores. O governador está é criando mais mercado de consumidores para a Microsoft, pois estes usuários hoje forçarão as empresas a comprarem mais licenças, alimentando a roda da baixa capacitação para as equipes internas de TI das empresas e órgãos públicos.

Vejam vcs que no governo anterior, descendente direto do carlismo, a opção foi por plataforma aberta.

Num governo de esquerda, as decisões se voltam para o conservadorismo da escolha de ferramentas de TI.

O secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, Ildes Ferreira, ou apoiou ou foi atropelado pela decisão do governador, que caiu no conto do vigário da “excelência” da Microsoft. Caiu no conto do Q de qualidade.

O erro deverá custar caro ao governador ao longo dos anos, quando a curva de adoção de plataformas, que já está se modificando, mostrar que a opção do mercado é cada vez mais pelo domínio do código e compartilhamento.

Governador, uma pena sua decisão. A comunidade SL pelo Brasil só tem a lamentar.

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13 Respostas para “Governador Jaques Wagner dá um passo atrás na política de inclusão digital da Bahia”


  1. Infelizmente aconteceu, mas não podemos deixar isso passar assim. Temos que agir. É nosso dinheiro que está em jogo!

  2. Rudá Porto Filgueiras Diz:

    É realmente uma pena perceber que ou ele está muito mal informado ou tem o rabo preso.

    Quem são os responsáveis pelo programa atualmente, teria algo a ver com eles?

    O problema é que a lei da Bahia não tem prioridade ao SL, ou seja, a primeira vista não é ilegal, mas gera a contínua dependência tecnológica.

  3. Gabriel Carvalho Diz:

    Parcerias sempre são bem vindas. O Linux não será substituído pelo Windows, como se lê acima. Antes de criticar é necessário conhecimento sobre os assuntos em questão. Fechando portas, o governo não vai adiante. Acertado o acordo com a Microsoft e acertada a decisão do Secretário Ildes Ferreira em continuar apoiando o desenvolvimento e a popularização dos softwares livres. O convívio entre as diferentes plataformas é uma realidade no mundo todo.

  4. emerluis Diz:

    Gabriel, pelo visto vc trabalha no governo do Estado. Então, peça ao secretário que se posicione oficialmente sobre isso, dizendo o mesmo que vc.


  5. Lamentar não!
    Nós temos que nos organizar para que isso não fique assim!
    Antes que essa “moda” pegue, nós deveríamos nos organizar e procurar meios de revogar ou contornar isso… algo tem de ser feito!

  6. Cristhian Diz:

    Li em algum sítio – se não me engano, foi no blog do Nassif – que a Microsoft vai descontinuar o suporte ao XP a partir do próximo ano, para forçar a compra do Vista. Por isso, tomei uma decisão que já vinha maturando há tempos: vou conhecer e aprender a mexer com o Linux, para deixar de ser mico amestrado da MS. O meu dinheiro, eles não ganham mais.

  7. El Blaze Diz:

    Como é pífia a movimentação do SL. Brasileirada petralha, como sempre, mistura alhos com bugalhos. Quer dizer que SL virou bandeira de esquerdista?

    Nem vou comentar o entendimento árido do dono do blog, que não compreende que os bandidos de esquerda, essa mesma esquerda que cria um label para seu blog, são mercenários parasitas do mercado de capital. Mas isso está além do seu entendimento. A questão aqui é outra.

    Dê o nome do sistema operacional livre e eu posso garantir a falibilidade inerente. Há uns 8 anos instalei meu primeiro mandrake. Já usei Redhat, Vector Linux, Yellow Dog, Ubuntu, Gentoo, Knoppix e por ai vai.

    Após ter usado praticamente todas as distribuições que se julgam “completas”, posso dizer que não há e nem vai haver tão cedo 10% da confiabilidade que o Windows oferece, em especial o XP. Não por ser infalível, longe disso, mas por ser o blackbox mais robusto que existe.

    Qualquer noob sabe que atualizar a biblioteca de um distro Linux é ridículo, e que o SO se deteriora facilmente. Qualquer pateta sabe que, se não for desenvolvedor, não conseguirá customizar minimamente um Linux.

    E a hipocrisia de tipos como os “abraçadores de árvore” da comunidade de SL contribui ainda mais para a mediocridade da proposta. SL faz sucesso em países corruptos e subdesenvolvidos, como o nosso, onde os “papas” de
    software livre encontram um bastião de grana, uma fonte inesgotável para o desvio de verba pública. E, claro, um monte de “Guevaras” mortos de fome que pagam 10 mil reais em um Mac.

    Diz ai, você posta de um PC com SO windows! Confessa! Quantas licenças piratas vc tem ai?

    Pff, acorda mané!


  8. Caro Gabriel,

    A disputa quando se trata de educação ou capacitação tanto ao que tange a inclusão digital em projetos individuais ou as escolas publicas, vai alem de uma simples convivência. Nos deparamos com o aprisionamento que o software proprietário causa na s pessoas e no adestramento do uso de ferramentas que não estimulam a colaboratividade e as liberdades de uso. O software livre quebra com o paradigma do capital, da posse e constitui a construção de um sociedade mais justa com o compartilhamento do conhecimento. Por tanto conto com seus esclarecimentos já que sou baiano e aberto aos ganhos da adoção dessa politica de estado. Pergunta: Quando faremos as parcerias com a Apple, AutoDesk, Adobe e as demais grandes do setor do software proprietario? Já que se ficarmos só com a Microsoft me cheira a direcionamento.


  9. El Blaze,

    Seria menos covarde da sua parte se apresentar com seu nome. Quanto suas colocações posso enumerar varios casos de opção de SL em paises como Estados Unidos, França, Espanha, Canada e por ai vai. Só uma dica usa o Google e se informa melhor. E se apresenta com seu nome tambem teria mais respeito do seus debatedores.

  10. emerluis Diz:

    Bruno, para covardes que se escondem em pseudonimos, não existe resposta.


  11. Blaze,

    Quer dizer que quem usa Linux é Guevara de esquerda? O Pentágono usa Apache Linux, então é mais uma entidade Guevara de esquerda?????

    Rapaz, por favor, menos rótulos, mais conceito. Comece assinando seu nome e seu sobrenome, se quiser defender qualquer conceito de confiabilidade…

  12. Regina Lúcia Diz:

    Olá,

    PeloamordeDeus (é tudo junto mesmo), alguém me explique. Pois até agora estou na mais lúgubre ignorância e as perguntas não cessam de brotar na minha mente.
    A microsoft vai capacitar 4,5 mil jovens nas escolas públicas? Ela vai trazer os computadores para montar as salas de aula ou o governo vai comprar? Se o governo vai comprar porque não comprou antes para utilizar com software livre? Se não vai comprar e nem eles vão trazer, serão os que já estão sendo utilizados nos telecentros? Vão retirar os softwares livres ali instalados? Vão ensinar inglês aos nossos meninos com que metodologia, a do papagaio? Tem 2 mil postos de trabalho vagos por falta de mão-de-obra qualificada ou porque as empresas exigem experiência anterior para contratar? Ou ainda porque as empresas entregaram às faculdades, com seus cursos de “tecnólogos”, a função, antes sua, de formar operários? E os jovens capacitados nos programas de inclusão digital não atendem a esta demanda? Com a assinatura deste acordo, os novos telecentros anunciados pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação terão tecnologia livre ou proprietária? Alguém avisou a diretora de Fomento da mesma secretaria que a Faced, PSL-BA, IAT, Secti, Prodeb, Prodasal e Serpro, entre outras instituições baianas, têm programas de inclusão digital que capacitam jovens para o mercado de trabalho? Ela já participou dos muitos seminários e oficinas que dão conta destas atividades? Ela conversa com o seu colega secretário da Secti? Quem assessorou o governador para a assinatura deste acordo? Alguém explicou para o ele que Software Livre não é software grátis? Alguém já falou para ele que “Software Livre é uma questão de liberdade, não de preço”? Alguém já explicou para ele as quatro liberdades que norteiam a filosofia do Software Livre e que, portanto, não basta a Microsoft doar os programas, é preciso abrir os códigos? E sobre a carta enviada por Lula aos participantes do Fórum Internacional de Software Livre – FISL 9, no último dia 17, onde ele afirma que “pensar em Software Livre é pensar no Brasil da inclusão”, que “a qualidade desta saída tecnológica está na liberdade de criação, no incentivo à criatividade e na independência com relação aos monopólios estrangeiros” e que “qualquer pessoa pode alterar os códigos e transformar a solução de acordo com suas necessidades”. O governador leu? Ele sabe que na mesma data foi designado o diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni, como coordenador do Comitê Técnico de Implementação do Software Livre e que isso fortalece ainda mais as ações no âmbito da tecnologia, informação e comunicação no governo? O que eu, enquanto cidadã, mãe e funcionária pública, posso fazer (porque eu quero fazer) para evitar que os jovens baianos, alguns meus alunos nas oficinas de inclusão digital, não sejam alienados pela cultura proprietária e capitalista da Microsoft?

    Eu paro por aqui… Mas na parte gége nagô do meu subconsciente paira uma pergunta que não ouso pedir resposta: O que deram para Jacques Wagner beber ou comer lá nos Estudos Unidos? Porque só pode ser efeito de macumba a assinatura deste acordo!

    Regina Lúcia
    Brasileira, baiana e livre


  13. Regina,

    Tudo que você questionou a resposta é não. Tudo foi decidido pelo próprio governador e com seu principal assessor na área de TI. Quanto a comer e beber, acho que foi dado a todos que foram a esta reunião vide as reportagens no site http://www.softwarelivre.org. E no mais, boa intervenção precisamos de gente como você nessa luta.


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