O rádio é a gênese dos veículos eletrônicos, que derivaram diretamente para a Internet que temos hoje.
Para um amante do rádio como eu, formado em rádio e ouvinte desde pequeno, existe uma grande emoção interna acumulada ao lidar com esse asssunto.
Migrei para a Internet a partir de 1995, quando trabalhava na Jovem Pan de São Paulo. Como militante pela democracia na comunicação, rompi com o raciocínio conservador de que o poder está na grande mídia constituída. Fui pra rede, construir novos espaços, estimular integração de mídias e hoje a colaboração de pessoas na web impulsionou o equilíbrio de informações. O que não sai na Globo e em outros veículos conservadores, sai na rede. Aqui, neste local em que vcs me lêem, não existe achatamento de classes, medidas impositivas dos jornalistas de plantão e dos grandes grupos de mídia dependentes das verbas publicitárias.
Pois bem, o resgate é sempre necessário e vem quando menos esperamos. Aqui estou, trabalhando no núcleo de Internet da nova EBC, convocado por outro amante do rádio, o jornalista Eduardo Castro.
Como primeira ação, nestes encontros e desencontros, decidimos colocar no ar um site especial da Copa de 58 que pode ser visto nos domínios www.radionacional.am.br e www.radionacional.fm.br
O site chama para a transmissão do amistoso em comemoração aos 50 anos da nossa primeira Copa. A Rádio Nacional vai entrar em campo de novo e fazer história, transmitindo Brasil e Suécia na próxima quarta, 26/03. Por lá, vocês poderão ouvir e ter o jogo da final de 58.
Aqui estou, aboletado na redação da Rádio Nacional, depois de anos longe do rádio. Nas últimas semanas, boa parte dos posts aqui no blog saem da redação da rádio, em um intervalo ou outro do imenso trabalho de construir algo interativo para TV, Rádio e Agência.
Sempre fui de me orgulhar pouco, pq o que fazemos é quase nada, mas aqui me sinto orgulhoso como nunca ao ajudar no resgate da memória da comunicação.
O rádio brasileiro não merece os donos que têm. Viva a Rádio Nacional!