O ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, esteve ontem (19/02) na estréia da nova temporada do programa Roda Viva da TV Cultura.
Jorge Hage fez o que deputados e senadores da base aliada, e ministros, não fizeram: enfrentou a imprensa conservadora.
A tônica foi a tal da “crise dos cartões”. Estavam na bancada diversos jornalistas como sempre, dentre eles Marcio Aith, repórter do Almanaque Abril, com seu cinismo de bom funcionário, e representantes de outros veículos da imprensa conservadora, como Folha de São Paulo, Correio Braziliense e o Estado de São Paulo.
Hage foi enfático e disse que a imprensa deixa os leitores e espectadores mal informados. Esclareceu que o cartão corporativo é usado no mercado privado para complementar salários de executivos e esse não é o termo que deve ser usado para os cartões de governo. Só esqueceu de dizer que esse complemento de salário em cartão de crédito dos executivos serve para burlar a Receita Federal.
O ministro também esclareceu que todas as despesas pagas com cartão devem gerar uma nota que é sempre apresentada ao ordenador de despesas dos órgãos. Isso em todas as matérias a imprensa não esclareceu. Preferiram deixar o clima de caos, de que todos os portadores do cartão fazem o que querem.
O programa Roda Viva merece um post a parte, pois ontem superou todas as expectativas do que pode ser ruim e sem isençào na TV brasileira. Na abertura do programa nem citaram o fato do governo do Estado de São Paulo ter superado em muito o governo federal em saques em dinheiro com seus cartões. Nem citaram que alguns funcionários do governo do Estado usaram o cartão em casas noturnas de São Paulo, veja aqui.
Vou falar do péssimo Roda Viva em outro post, mas adianto: o que se viu ontem no programa foi uma inquisição jornalística. Parabéns ao ministro Jorge Hage por enfrentar com coragem a hipocrisia.