A imagem acima escancara a intimidade do balcão pertencente ao bar e restaurante Beirute 2 em Brasília, na 107/108 Norte.
O Beirute é uma instituição brasiliense, talvez a segunda, depois do Palácio do Planalto, e sua história começa em 1966 com a inauguração da matriz na 109 Sul.
Em um período que só restava a seca do Planalto Central, o Beirute conseguia reunir em suas dependências toda a paixão social da cidade recém criada.
Na unidade da Asa Norte, inaugurada em novembro de 2007, tudo continua perfeito, principalmente o kibe, especialidade da casa.
Um canto de balcão abençoa a quem tem o hábito de frequentar os bons bares. É o meu caso. E não reclamo.
Como bom paulistano, me gabo de ter na barriga magra as marcas do balcão do Bar Léo, na esquina da Rua Aurora com a Rua dos Andradas, bem no centro de São Paulo. E também de ter sempre em mente o sanduíche de mortadela do Bar Estadão, aberto 24 horas, na entrada do Viaduto 9 de Julho também no centro de São Paulo. Gosto da mortadela, mas a especialidade lá é o sanduíche de pernil.
Faltam balcões em Brasília, em bares e padarias, e quando se encontra um o melhor é aproveitar o corre corre dos garçons e atendentes, com suas piadas ligeiras e tiração de sarro típicas do trabalho, cada um com seu cada um.
É carnaval, e o Pierro morre sem sua Colombina.
Kibeirute, com queijo dentro. Foto: Cezinha


