Arquivo para Janeiro, 2008

Nassif enfrenta o Almanaque Abril (Veja) de frente

30/01/2008

O jornalista Luis Nassif começou hoje no seu blog uma série de matérias que escancaram o funcionamento da maior máquina de calúnias do jornalismo brasileiro: a revista Veja, ou, o verdadeiro Almanaque Abril.

Nassif conclama a todos os ativistas da internet a usarem em rede seu poder de informação para ajudar a dar visibilidade aos fatos por ele narrados.

A série de matérias que pode ser vista aqui tira o pesado véu das relações econômicas da revista, entre seus editores e empresas privadas, e explica em um texto direto como o jornalismo da maior revista do país se deteriorou desde a década de 90.

O texto de Nassif é um verdadeiro documento, talvez como nunca tenha sido escrito para escancarar as relações que todos os veículos tem com o mercado privado. É a primeira vez que um jornalista enfrenta de frente, sem medo, um veículo de comunicação poderoso desta forma, usando os novos meios existentes.

Passem adiante, para suas listas de mails e blogs.

Erundina e a mídia conservadora em São Paulo

30/01/2008

O jornalista Paulo Henrique Amorim entrevistou na noite desta terça-feira, 29/01, a ex-prefeita de São Paulo e deputada federal Luiza Erudina no programa RecordNews Entrevista.

Em pauta estava a mulher no poder, em vista das eleições americanas que pode ter uma mulher concorrendo à cadeira de comandante em chefe.

Erundina falou de sua experiência como prefeita e de como seu governo lidou com a mídia. Em sua avaliação posterior, afirmou que errou ao tratar com a imprensa, pq o histórico da esquerda no Brasil sempre foi de ter rancor com a mídia, e por isso foi brutalmente atacada.

Concordo com ela, mas não acredito que toda a culpa seja dela e de seu governo. A imprensa conservadora paulistana, capitaneada pelas rádios, nunca deu trégua a Erundina e isso se repetiu na gestão de Marta Suplicy. Ambas se dedicaram em seus projetos a levar dignidade para a periferia, coisa que a classe média paulistana nunca gostou. E Erundina teve um agravante: interrompeu obras faraônicas de Jânio para renegociar seus custos astronômicos, levando as empreiteiras e seus amigos da imprensa à loucura.

Quando Paulo Maluf travava a capital com obras, a imprensa conservadora tratava isso como evolução natural da grande metrópole, como o progresso necessário. Quando a esquerda realizava obras, as rádios somente falavam do caos no trânsito e nada mais, para colocar a população contra a prefeitura e danificar a imagem dos administradores.

American Gangster: my man!

26/01/2008

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Em 1968 o império da droga pura de Frank Lucas (Denzel Washington) começa a ser construído para ocupar o espaço da marginalidade branca, comandada pelos irlandeses e italianos nas ruas de Nova Jersey e Nova York nos idos de 1970. O incorruptível, e por isso defenestrado, detetive Richie Roberts (Russel Crowe) é escalado pela sua conduta para comandar um grupo de policiais com o seu perfil, cuja missão é desbaratar os grandes fornecedores da cocaína diluída e vendida nas ruas como heroína. Este é o cenário da história real contada pelo diretor Ridley Scott em American Gangster, filme que entrou em cartaz no Brasil na última sexta (26/01). Os próprios Frank e Richie foram os consultores do filme no roteiro e algumas cenas, como pode ser visto aqui no site oficial.

Com raciocínio empresarial para os negócios, e frieza e violência no trato com indisciplinados, Frank Lucas restaurou a “companhia” montada pelo seu padrinho e mentor, também negro, que acreditava ser dono dos negócios, mas que no fundo era mais um empregado dos brancos. Sem intermediários, Lucas foi direto na fonte da droga, comprar a cocaína pura direto dos produtores no Vietnã. Para o transporte do produto ele utilizava os aviões militares americanos que estavam no meio da guerra, sustentada pela política de Richard Nixon, então presidente dos EUA.

Ridley Scott refez a história da máfia, até então dominada pelo raciocínio cinematográfico de Francis Ford Copolla na trilogia “O Poderoso Chefão”. Enquanto Dom Corleone era inspirado em mafiosos reais, Frank Lucas foi o próprio, um negro, que derrubou o poder da máfia branca ao levar a droga 100% pura por um preço duas vezes menor para as ruas, viciando e matando mais seus clientes dependentes.

Denzel Washington e Russel Crowe deveriam ganhar um Globo de Ouro por semana depois deste filme. Somente na parte final, no momento da prisão e nos depoimentos de Frank, seus personagens se encontram para travar um duelo de cinismo e sarcasmo. A reconstituição de época, cada vez mais detalhista nas grandes produções, leva o público para as ruas de Nova York e New Jersey em plena ascenção da Soul Music e do estilo Black Power. Prestem atenção em Cuba Gooding Jr em um papel pequeno, mas o melhor de sua carreira.

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Isto sim é usar o canal público! Arruda está sempre presente na Rádio Cultura FM do DF

25/01/2008

A imprensa conservadora ataca o governador do Paraná, Roberto Requião, que tornava público os atos de governo usando a TV Educativa do Estado.

Já disse aqui antes: Requião cortou as verbas publicitárias no Estado, por isso foi atacado pela imprensa conservadora, com a dileta ajuda de um juiz, que proibiu suas ações públicas na TV.

Aqui em Brasília (Terra do Nunca) no Distrito Federal, o governador Arruda surge sempre na Rádio Cultura, em 100,9, citado de primeira em notícias ou boletins da equipe de reportagem.

É citado sempre, mas o conteúdo é vago. Ainda há pouco, perto das 13h32 desta sexta 25/01, um boletim falava de uma reunião de Arruda. Muito importante não é? Nas festas de fim de ano, um boletim “simpático” surgia de hora em hora na programação com os votos de Feliz Natal e Próspero 2008 de quem? Dele, Arruda, na sua própria voz.

Onde estão os juízes, e Brasília é cheia deles, para interpelar a emissora por promoção pessoal?

Requião torna público atos de governo, assina convênios e faz seus secretários se explicarem perante a população, via TV.

Arruda usa a rádio para relações públicas.

Em tempo: A Rádio Cultura FM de Brasília possui a melhor programação musical alternativa do DF.

Requião: o último combatente

23/01/2008

Ontem (23/11) o governador do Paraná Roberto Requião retirou do ar a TV Educativa. Veja notícia do Último Segundo.

Requião é o único governador combatente deste país e por isso sofre os ataques da imprensa conservadora.

Em 2006 a Rede Globo exibiu nacionalmente, em plena campanha, uma notícia maquiada com imagens antigas do Porto do Paraná para criticar as péssimas condições do porto e o descaso do estado. Veja bem: exibiram imagens antigas como se fossem atuais.

O governador denunciou a manipulação.

Requião cortou todas as verbas de publicidade no estado e passou a divulgar suas ações pelos canais públicos, economizando assim recursos para os cofres públicos estaduais.

Está pagando o preço por ter cortado o leite das tetas da imprensa. Lembrem-se: a imprensa corre atrás do dinheiro público sempre e nesse ponto defendem o estado como ninguém.

Requião escancara relação entre verba pública para publicidade e mídia

21/01/2008

Em entrevista para o jornalista Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada, o governador Roberto Requião escancarou os problemas que está tendo com a mídia paranaense desde o seu primeito mandato.

Disse que a mídia passou a censurá-lo desde que cortou as verbas de publicidade.

Está na hora de acabar com a hipocrisia que move a relação entre a imprensa conservadora e o poder público, seja ele de esquerda ou de direita.

O que os veículos privados querem é o dinheiro público dos anúncios.

O que aconteceu com o governo do presidente Lula no primeiro mandato quando cortou os gastos publicitários para renegociar com os veículos? Passou a ser sistematicamente atacado.

Lembrem-se, o primeiro a cair com a “crise do mensalão” foi exatamente Luis Gushiken, então chefe da Secretaria de Comunicação do governo federal, órgão que distribui as verbas publicitárias. A negociação da equipe de Gushiken com a mídia reduziu drasticamente os gastos do governo com publicidade.

O que aconteceu com o governo de Jaques Wagner na Bahia durante o ano de 2007? Foi atacado sistematicamente depois que cortou momentaneamente os gastos com publicidade para colocar as contas do estado em ordem. Somente depois de novembro, quando os anúncios voltaram, a mídia arrefeceu.

É assim que funcionam os veículos conservadores, não se iludam: todos querem o dinheiro do estado em suas janelas comerciais. As verbas públicas podem representar 30% ou mais no faturamento de um veículo de comunicação. Fora dos grandes centros esse número pode se elevar, devido a ausência de grandes anunciantes locais e as tabelas comerciais baixas dos veículos.

É preciso tratar de vez esse assunto às claras. E o governo, qualquer que seja, deve mostrar para a sociedade quanto cada veículo recebe de investimento publicitário.

Heródoto se faz de João Bobo. Everardo sofre de Alzheimer coletivo

18/01/2008

Na manhã desta sexta-feira, o jornalista Heródoto Barbeiro (que já foi bom) entrevistou o “especialista” e consultor tributário Everardo Maciel na Rádio CBN.

Para quem não se lembra, o Dr. Everardo, como Heródoto insistia em dizer, foi secretário da Receita Federal nos tempos de FHC, período em que a Receita funcionava lentamente, num grande marasmo para pegar sonegadores.

A entrevista foi pífia, sem nenhum motivo aparente a não ser “ouvir” o especialista sobre o fim da CPMF e seu impacto. Mas esta pauta já não foi amplamente discutida antes?

Mas foram abordados outros assuntos, como a eficácia da Receita em fiscalizar. Heródoto levantou a bola para o “especialista” ao perguntar se precisa melhorar a fiscalização.

Everardo não hesitou: precisa melhorar.

Os tucanos sofrem de Alzheimer coletivo, como se fosse transmitito por um vírus, pelo ar.

Everardo Maciel esqueceu que foi o responsável por essa fiscalização por muitos anos e se em parte não melhorou, foi por culpa dele próprio.

Melhorar precisa, mas se tivesse feito sua parte investindo em estrutura e não enxugando a Receita, hoje teríamos um sistema bem mais eficaz.

Na entrevista o Dr. citou a certificação digital como instrumento disso.

Então é preciso lembra-lo. Foi no governo Lula, com o trabalho árduo do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, que a certificação digital foi se difundindo em todos os setores financeiros prioritários do país. Antes, na era FHC, existia o ITI, mas não existiam instrumentos para normatizar a certificação no país. Resumindo: não existia trabalho para difundir e convencer os setores da importância dos certificados digitais.

Heródoto precisa de óleo de peroba. E Everardo da humildade fosfosóica.

Rádio Senado faz o canto do Sabiá da oposição

17/01/2008

A Rádio Senado, que transmite para Brasília em 91,7 MHz, promoveu hoje o canto do Sabiá da oposição.

Em entrevista para a emissora, o senador tucano Eduardo Azeredo criticou o presidente Lula por conceder benefícios a Cuba via BNDES.

Como qualquer estudante de diplomacia ou jornalismo sabe, Cuba é sufocada pelo bloqueio econômico americano. Por isso o país cresce pouco. Qualquer iniciativa que gere empregos no país e invista em infra-estrutura é bem vinda. A atitude do governo brasileiro vai contra a política estadunidense (governo americano) para Cuba.

Na rede, uma pesquisa com as tags Azeredo, BNDES e Cuba já traz algumas notas da assessoria de imprensa do senador em alguns veículos.

Mas o canto do Sabiá na Radio Senado indica que o assunto deve crescer durante todo o dia de hoje, entrando pelos veículos conservadores. A assessoria de imprensa do senador irá trabalhar pesado para retransmitir a falta de visão de mundo do senador, que critica o investimento lá enquanto as estradas brasileiras estão aos pandarecos.

A imprensa conservadora brasileira, e alguns senadores, como é o caso de Azeredo, trabalham pautadas pela imprensa americana no quesito internacional. Neste caso, vai valer criticar toda a ação que ajude a ilha a sair do garrote econômico, pq significa demonstrar para a população brasileira que Lula sempre joga em campo errado na área internacional quando não aceita as sugestões dos conservadores. Por eles, o Brasil já teria declarado guerra a Venezuela, Bolívia e Cuba.

A repórter Marcela Diniz, entrevistadora da Rádio Senado, é craque em “levantar a bola” das idéias dos entrevistados.

Em jornalismo, a expressão significa ajudar o entrevistado a bater mais, reforçando seus argumentos nas perguntas. Mas na entrevista com o senador do PT Sibá Machado, que pode ser ouvida aqui, ela não faz a mesma coisa. Perceba.

O que é pior?

16/01/2008

Acordar com o modorrento jornalismo de Renato Machado, com aquela cara de “não vejo a hora de tomar um bom vinho”, sono e saco cheio no Bom Dia Brasil, ou dormir com o cinismo e o rostinho de “sempre faço bom jornalismo, não contestem” do William Waack no Jornal da Globo?

Cezinha, apresente-se para puxar os comentários.

Jornal do SBT: mau agouro para o vice-presidente

15/01/2008

A imprensa conservadora gosta de criar crises no Brasil, principalmente no governo do presidente Lula.

Veja o que diz Paulo Henrique Amorim no post do Conversa Afiada PIG inventa apagão e febre amarela.

O Jornal do SBT da noite desta segunda, 14/01, apresentou sua matéria sobre a internação do vice-presidente José Alencar com uma pergunta no fundo: será que José Alencar pode governar o país do hospital?

A pergunta estava na entonação do repórter e do apresentador-robô Carlos Nascimento.

Fique atento sempre para o formato em que as matérias são apresentadas e suas entrelinhas subliminares.

A entonação continha a crítica embutida para levar a audiência a duvidar da atitude do presidente Lula de ceder os poderes da República para o seu vice doente, e consequentemente, duvidar de sua capacidade física.

Logo em seguida entrou Dona Marisa na porta do hospital dizendo que o presidente em exercício estava muito bem disposto. Claro que de nada adiantava a informação da primeira dama, pq a esta altura o público em casa passava a duvidar também da palavra dela.

Tudo para estimular uma possível crise, com mau agouro para a saúde de José Alencar.