Sempre que venho para Sao Paulo sou agraciado com alguma “denúncia” contra alguma figura pública.
Desta vez nao foi diferente. Um bem informado trouxe a denúncia de que um deputado federal comprou dois iates, cada um pelo valor de R$ 3 milhoes. O tal deputado (nao direi o nome para nao perpetuar o boato) é um exemplo de batalha pela vida pública, um sobrevivente da política brasileira.
Diante disso, digo: se tem tal informaçao, com provas, nao é a mim que tem que dizer. Deve ir para o Ministério Público, Corregedoria da Câmara ou a imprensa. Entao vem a frase: “Ah, foi um amigo que me contou, que tem um gerente amigo do amigo de uma empresa”. Pronto, o estrago da imagem foi feito.
Quem repassa as informaçoes tem a ilusao de que é bem informado, por que recebeu de alguém que pensa a mesma coisa. É o boato baseado no poder…
Quem está acima, e tem mais dinheiro e contatos, tem a “credibilidade” para saber mais e melhor. Essa é uma das fontes de boato. Encerro com o mesmo que disse ao boateiro: se a informaçao for real, você também é conivente por nao denunciar. Isso é corruçao passiva, prevista em lei.
P.S. Obrigado a Débora Pinheiro por recolher todos esses SMS e publicar por mim. Estou em Ilha Comprida, sem conexao. Até o ano que vem.



