Quando o humor é ridículo

07/11/2009

A tentativa de aproximar a paródia da realidade talvez seja uma das formas mais grotescas de humor. Imitadores sem talento se proliferam pelas rádios de São Paulo, que usam o tradicional humor para aumentar a audiência.

O “timing” da imitação vocal, realizada com habilidade por Oscar Pardini, Zé Américo, Tátá, Escova, Beto Hora, Sérgio Leite, isto para citar somente alguns gênios do rádio, está na capacidade do humorista de reinventar o imitado, ressaltando suas qualidades e improvisando a partir de um texto bem feito.

O tal Bartô, “humorista” da rádio Metropolitana FM de São Paulo, que se dedicou por alguns dias a enganar rádios de países de língua portuguesa se passando pelo presidente Lula, faz o gol do ridículo da profissão, sem talento algum ou capacidade de improviso, causando vergonha alheia em quem ouve.

Como o humor no rádio de São Paulo se deprecia a cada ano, pela falta de novos humoristas com inteligência e personalidade, o público perde a referência do que pode ser engraçado e passa a ser menos exigente sobre o que ouvir. A partir dai, qualquer pessoa que imite, é considerada talento nato a ocupar os microfones.

Enganar os irmãos de língua portuguesa neste caso não passou de um artifício para simplesmente ter um quadro no ar e nada mais. A imitação é tão ruim que não consegue enganar nenhum brasileiro que conheça o hábito de falar do presidente Lula.

Ao tentar enganar Beatriz Wagner, diretora do Programa de Língua Portuguesa da Rádio SBS da Austrália, a produção e o humorista da Metropolitana FM de São Paulo expuseram a má fé e a falta de talento, um mix que compromete a credibilidade de qualquer veículo de comunicação, mesmo que este veículo não tenha e não queira qualquer credibilidade.

Imediatamente o correspondente da SBS no Brasil Luciano Borges ajudou a localizar os falsários e a alertar a Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Veja aqui o relato no serviço em português da SBS.


This is it! Um profissional no palco, despido da mídia

05/11/2009

Fugi como pude do tema Michael Jackson aqui no blog desde a sua morte em junho. A mídia trata, fala, esbanja, mastiga e cospe qualquer artista que se entregue a ela. Por anos a fio, desde minha pré-adolescência, convivi com o mito MJ. Antes, empurrado goela abaixo pela mídia sem questionar, e depois, já amante do blues, jazz e soul, vendo no artista o talento nato para encantar platéias. Virei fã, principalmente pela fase Jackson Five.

O longa em cartaz, This is It, com as gravações para o show homônimo que seria o último de sua carreira, mostra Michael Jackson entregue ao trabalho. Um profissional no palco, dando instruções para a banda, ensinando passos para os dançarinos, auxiliando na marcação da produção e mostrando para o público mirrado no estádio (e o do cinema lotado) que entendia cada passo do que é a realização artística. Estava em plena forma. Impossível que alguém doente, insano, gastador, excêntrico, viciado e outros adjetivos criados e pregados pela imprensa, pudesse cantar e dançar daquela maneira, aos 50 anos de idade, se realmente estivesse incapacitado.

Por anos ouvíamos que, durante a gravação de clipes ou ensaios, os dançarinos, músicos, produtores e técnicos não podiam entrar em contato físico ou visual com o artista, pois isso o irritaria. This is it mostra o contrário: um artista aberto as opiniões, aos cumprimentos (verbais ou físicos) e a generosidade de ensinar. É incrível e emocionante a cena em que ensaia cantando com sua backing vocal, dando instruções vocais para ela, ou com o arranjador do seu show, interferindo e ditando o andamento da música.

Se Michael virou um produto, ele queria era entregar ao público exatamente o que foi comprado. Nas instruções para a banda pedia que o som fosse exatamente o do disco, como foi gravado nos álbuns.

Assisti em São Paulo no IMAX, aquela tela enorme. Ao final do filme, aplausos do público em pleno cinema. Era como se estivessem todos na boca do palco de Michael Jakson. Afinal, estamos.


Estão abertas as inscrições para a 8ª Oficina para Inclusão Digital

28/10/2009

oficina

Pelo oitavo ano consecutivo o Comitê Técnico de Inclusão Digital do governo federal promove a Oficina para Inclusão Digital, evento que reúne monitores de telecentros, agentes locais e coordenadores de iniciativas em gestão de programas públicos para debates e atividades de formação social e técnica, com o objetivo de ampliar e melhorar o atendimento e capacitação dos programas de inclusão digital para a sociedade.

A 8ª Oficina para Inclusão Digital acontece desta vez na cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, de 24 e 27 de novembro de 2009, nas instalações do SESC Venda Nova, Rua Maria Borboleta, s/nº, Bairro Letícia. As inscrições são gratuitas e estão abertas no site oficial da Oficina no endereço http://oficina.inclusaodigital.gov.br

Este ano os participantes também podem obter informações sobre os preparativos da Oficina, grade de palestras, debates e oficinas, seguindo o perfil www.twitter.com/OficinaID

A 8ª Oficina é organizada pela Secretaria de Logística e Tecnologia da  Informação do Ministério do Planejamento (SLTI/MP), em conjunto com a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), Sampa.org, Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS), Cidadania Digital, Coletivo Digital, Projeto Saúde & Alegria e Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos (IPSO).

Nesta edição mineira, o governo municipal de BH participa como organizador local, por meio da Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel) e um conjunto de parceiros de atuação regional que constituem o comitê organizador local do evento para interlocução com o comitê nacional.

Para Rodrigo Assumpção, presidente da Dataprev e coordenador do Comitê Técnico de Inclusão Digital, a realização da 8ª Oficina é um sinal de que o assunto não se dispersou nos últimos anos. “Se organizamos a 8ª Oficina hoje, com sucesso, é sinal de que o tema inclusão digital entrou definitivamente na agenda do governo federal e de diversas instituições públicas pelo país, afinal este é um dos maiores desafios colocado para a sociedade brasileira. Governos de Estado e prefeituras estão empenhados em capacitar os cidadãos, ampliando cada vez mais o acesso das pessoas ao conhecimento compartilhado disponível na Internet.”

A grade de programação da 8ª OID está sendo definida com a contribuição dos órgãos e entidades que fazem parte do Comitê Técnico de Inclusão Digital. Os temas em destaque são: o Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades – Telecentros.BR, o Observatório Nacional de Inclusão Digital, as redes de formação e a articulação de projetos federais, estaduais, municipais e da sociedade civil.


Utilidade para a TV Digital

24/10/2009

Enquanto as empresas de mídia corporativa pensam em usar a TV Digital para vender, empresas públicas como a Dataprev estão trabalhando para tentar dar alguma utilidade a este sistema que está longe, muito longe de servir para alguma coisa. Com o avanço da rede e a consequente integração de aparelhos de TV com a internet, é inevitável que o futuro seja via IP e não sobre ondas. A TV Digital trafega sob uma banda analógica, o UHF. Ironia completa.

Abaixo você pode ver a demonstração do técnico Marcos Munhoz, especialista em TV Digital da Dataprev, lotado no Rio Grande do Sul. No segundo vídeo, Munhoz mostra uma consulta de agência da previdência mais próxima da casa do cidadão com o uso do CEP.


Foz do Iguaçu

23/10/2009

Dias agitados em Foz do Iguaçu. Acontece aqui o LatinoWare 2009, nas instalações do Parque Tecnológico de Itaipú. Abaixo, a Usina, com o escoamento aberto. Dei sorte, pois estamos no período correto para a abertura da comporta, que produz um espetáculo único mostrando que as vezes a força do homem se sobrepõe à natureza.

itaipu


Rede Globo: alterando a realidade

20/10/2009

Pesquisa mostra que Rede Globo mascarou com estratégias técnicas realidade do movimento grevista da década de 70

Por Danielle Veras, da Agência UERJ de Notícias Científicas

Com o intuito de obter o grau de Mestre em História, em 1995, Sônia Maria de Almeida Ignatiuk Wanderley apresentou à banca da Universidade Federal Fluminense (UFF) a dissertação intitulada A Construção do Silêncio: A Rede Globo nos Projetos de Controle Social e Cidadania (1970 / 1980). Tendo por base a análise de diversas reportagens, a autora procurou estabelecer um paralelo entre o nascimento da Rede Globo de Televisão, com sua rápida ascensão à liderança da audiência, e o “projeto de modernização conservadora e de integração nacional” idealizado em plena ditadura militar.

Como analisar a questão do poder nas sociedades atuais sem levar em consideração o chamado quarto poder? – interroga a autora, para em seguida mostrar que a televisão foi o meio elegido pelas forças do golpe de 1964 como o mais eficiente para “fazer chegar às massas o modelo de sociedade e de cidadão baseado na modernização autoritária, associado aos interesses do capitalismo internacional, construído a partir de uma visão de integração nacional puramente geopolítica e tendo no consumo sua base de sustentação”.

Sônia considera que, dentre todas as emissoras existentes na época, a Rede Globo foi a escolhida para representar a euforia típica dos anos 70, em tempos de “milagre econômico”. Segundo ela, essa opção pode ser facilmente justificada: “nascida da modernização autoritária, a emissora foi a primeira a responder às especificidades de uma verdadeira rede nacional, correspondendo às iniciativas infra-estruturais oferecidas pelo Estado e atendendo ao projeto que os governos militares propuseram para o país”.

Uma das principais preocupações da pesquisa, segundo o texto da dissertação, foi escolher uma linguagem que melhor representasse seus objetivos. Depois de muitas considerações, o jornalismo revelou-se a melhor das opções. “Tanto do ponto de vista técnico quanto do conteúdo, esta é a linguagem televisiva que mais capacidade possui de produzir simulacros do real como se fossem realidade objetiva, na medida em que a noticia é trabalhada como a representação da realidade, como se fosse a construção da história do cotidiano”.

Para fundamentar a análise, foram utilizadas basicamente notícias divulgadas pelo então recém criado Jornal Nacional. Sônia enfatiza no texto que, em 1971, apenas dois anos depois de seu surgimento, o telejornal transformou-se na principal fonte de informação de expressiva parcela da população, criando e modificando hábitos, atitudes e ideais de vida. “Deixava de ser um programa-sanduíche, ganhava vida própria e uma audiência fiel que consolidou sua importância econômica para a Rede Globo”. Com isso, segundo ela, tornou-se uma reconhecida fonte de recursos publicitários, a maior que a emissora possuía, momento em que a linguagem e os interesses mercadológicos passaram a exercer uma poderosa influência nas redações. “Por trás das notícias, encontramos determinantes econômico-políticas que irão influenciar a emissão e também a recepção da informação”, diz.

A temática da dissertação recaiu sobre as reportagens veiculadas pelo Jornal Nacional relativas às greves de trabalhadores, “pela sua importância no cenário nacional a partir de 1978. Neste ano, abre-se um ciclo de movimentos grevistas sem precedentes no Brasil, anunciando a necessidade de mudanças, de modo que se vencesse a profunda crise econômico-social na qual o país estava mergulhado”.

A autora explica que a possibilidade de radicalização dos metalúrgicos e dos bóias-frias colocou esses dois grupos como alvos das principais notícias. Ela analisou 194 reportagens sobre os movimentos grevistas de metalúrgicos e 53 matérias sobre movimentos de trabalhadores rurais, entre 1979 e 1989. Através dos dados levantados, Sônia procura abordar claramente a posição da Rede Globo quanto aos movimentos grevistas e a forma como seus desdobramentos foram retratados, sobretudo por meio da televisão. De acordo com o texto do trabalho, chegou à conclusão de que novos significados haviam sido criados para as greves. “A Rede Globo utiliza todo seu aparato técnico-discursivo para descaracterizar a greve como resultante de conflitos sociais. Na verdade, precisa-se de uma versão que despolitize os movimentos, respondendo, porém, ao crescente desejo da sociedade por informações”.

Ela chama atenção ainda para o texto do noticiário, a princípio assumidamente neutro, mas que viria imbuído de ideologia, alterando e moldando o conteúdo a ser transmitido a milhões de pessoas.  Por isso, para muitos, devido à imagem que a Rede Globo almejava mostrar, as greves não passavam de transtornos à ordem pré-estabelecida, à qual todos estavam habituados. “A rua, a reunião pública e mesmo o sindicato parecem espaços dos outros, nunca são valorizados pelas imagens. Quando aparecem no telejornal, normalmente estão relacionados à desordem, à rebeldia, ao perigo. Espaço onde não cabe o pacato cidadão comum, aquele que assiste e tem a televisão como sua principal, senão única, escola de cidadania”.

A dissertação é concluída ao mostrar que prevalece nas notícias não o olhar do trabalhador sobre a greve, mas um olhar externo, construído para melhor controlar as possibilidades do movimento. “Retira-se dele a capacidade de múltiplas significações: tijolos de imagens e sons construindo o silêncio”, afirma o texto.

Foi exatamente no período destacado por Sônia Maria de Almeida que Antonio Brasil, professor do Departamento de Jornalismo da Faculdade de Comunicação da Uerj, trabalhou na Rede Globo. Em entrevista à AGENC, Brasil explicou que, enquanto esteve na emissora, de 1973 a 1980, a questão da cobertura das greves era só mais uma das facetas da delicada relação entre a empresa e os governantes da época.

“A cobertura era sempre tímida, limitada e extremamente seletiva. As greves aconteciam, tinham que ser reportadas, mas os editores da Globo não podiam ou não ‘queriam’ desagradar os militares e seus aliados políticos”. O professor realça também que a objetividade, o equilíbrio e a imparcialidade na cobertura de greves, assim como na cobertura de tantos outros assuntos de interesse dos proprietários das empresas jornalísticas nunca existiu.

Apesar de suas afirmações, Brasil acredita que “a Globo não é necessariamente a pior, é somente a maior. Hoje, creio que melhorou muito. Não se pode comparar com a cobertura durante a  Ditadura. Mas ainda é um assunto delicado”, diz.


Duas mortes de Hélio Oiticica

17/10/2009

Foi o que me ocorreu nesta manhã de sábado quando li a notícia do incêndio que consumiu 90% da obra do artista plástico Hélio Oiticica no Rio. A artista morreu em 1980. E em 2009, com a perda da maioria do seu arquivo, parece que morreu duas vezes. Mas a própria obra de Hélio, inclusiva e democrática, que permitia ao público literalmente entrar na arte, não deixará que isso aconteça pela terceira vez. Quem um dia esteve diante de uma peça dele guarda na memória a ligação física entre o espaço, a carne e o imaginário. Abaixo, vídeo publicado em 2007 no Youtube mostra a experiência dos Parangolés na Praça da República em Belém, com explicação do trabalho de Hélio feita pelo Prof. Emanuel Franco.


A GVT se telefonicalizou

11/10/2009

testevelocidade

A GVT, companhia telefônica espelho que atende em Brasília, está realmente mais próxima da Telefônica de São Paulo, e não é somente pela oferta hostil de ações que os espanhóis fizeram pela empresa, mas também já estão parecidas em atendimento, no péssimo claro.

A GVT, que até então possuia um atendimento ao cliente muito atencioso e cordial, com soluções rápidas para eventuais problemas, está sentindo o peso do crescimento desenfreado na base de clientes. Seus serviços não conseguem mais se entender quando se trata de uma subida simples de velocidade de conexão, o meu caso no momento. Deste o início de setembro solicitei a ampliação do meu sinal de internet de 3 Megas para 10 megas. Nas novas promoções da empresa, são cobrados R$ 69,90 por 10 megas, o mesmo valor que pago por 3 Megas. Dai então pensei: é óbvio fazer a troca, assim terei mais velocidade por um menor valor. O protocolo para este atendimento foi este 050920090035382 12h10.

A partir dai começou o calvário. A atendente informou que em breve um técnico me visitaria para realizar o upgrade e instalar um modem novo, que obviamente eu ganharia. Informei que não preciso e só gostaria mesmo do upgrade. Óbvio que ninguém entrou em contato. Liguei diretamente para o suporte técnico para verificar o motivo do upgrade não ter sido realizado e o técnico então realizou o procedimento. Alguns dias depois lá estavam os 10 megas. Mas eis que quase uma semana depois a conexão voltou aos 3 megas. Desde então foram diversas ligações para a empresa com reclamações. Uma das últimas foi no dia 01/10 quando pedi mais uma vez a correção da velocidade. Nesta ligação o atendimento disse que eu estava com problemas técnicos e que um funcionário da área me visitaria no dia seguinte, na sexta, dia 02/10. E realmente aconteceu, exatamente no dia em que fui acometido pela conjuntivite e fiquei em casa. O técnico veio a tarde e constatou que na verdade o pedido dos 10 megas não finalizado pela área comercial e que ele não teria como realizar o upgrade sem a liberação no sistema pela área de marketing e me orientou a ligar novamente para lá. Assim que o técnico saiu liguei novamente.

Na segunda passada, dia 04/10, constatei pelo medidor de velocidade que estava novamente com 10 megas. Ufa, consegui! No dia 05, logo pela manhã, recebi uma ligação da GVT no celular confirmando a instalação de nova linha. Informei que não solicitei nada! Nenhuma instalação. Foi então que constatei a completa desorganização no atendimento. Sou cliente da GVT desde 12/2005, portanto não poderia ter solicitado uma linha nova.

Mas hoje, 11/10, o medidor indica novamente 3 megas (imagem no início do post). Liguei para o suporte técnico que somente constatou a queda e no histórico um desligamento de linha. Informei que não solicitei desligamento algum e que só desejava um simples upgrade para 10 megas. A atendente não pode nem me informar o protocolo de hoje pois o sistema interno deles estava fora do ar. Pude constatar isso porque algumas partes do site da empresa estavam inacessíveis nesta manhã do dia 11/10 e nem consegui logar no sistema para tirar dúvidas, conforme imagem abaixo.

gvtfalhasite

Abaixo a lista dos protocolos de atendimento desde o dia 05/09. Já estou prestes, infelizmente, a cancelar o serviço diante de tamanha falta de competência para um simples pedido. As áreas técnicas não conversam entre si para resolver o problema.

050920090035382 12h10 MUdança para 10 megas

060920090005784 11h13 Consulta sobre a mudança

06092009 0005923 Ligação para equipe técnica suporte para mudar a velocidade. Protocolo de correção da velocidade dia 23/09 finalizado às 22h

260920090046397 12h50

26092009 0048133 protocolo

0111020090225867 em 08h53 da noite de 01/10

01102009 0227167 protocolo de atendimento

Depois da visita do técnico liguei novamente no dia 02/10, mas desta vez, devido ao stress com a atendente, nem marquei o protocolo.

Na ligação de hoje, 11/10, o sistema da GVT estava fora do ar até para gerar o protocolo.


District 9

10/10/2009
O ator Sharlto Copley como o funcionário público Wikus Van de Merwe

O ator Sharlto Copley como o funcionário público Wikus Van de Merwe

District 9, o longa de ficção dirigido por Neill Blomkamp a partir de um curta, e que foi abraçado pelo cineasta Peter Jackson como produtor, talvez seja a experiência de ficção mais ousada do cinema nos últimos dez anos por fundir aos efeitos especiais e a ação a linguagem de documentário.

São os depoimentos por vezes reais ou roteirizados, e as imagens de câmeras de segurança, que levam o espectador ao centro do drama racial vivido em todo o mundo e não só em Joanesburgo, a maior cidade da África do Sul, local escolhido por Blomkamp e a roteirista canadense Terri Tatchell para ambientar District 9 por ter sido o cenário do apartheid imposto pelo regime dos africaner, dilacerando a cidade e sua população. Na ficção, negros e brancos impõem aos aliens o mesmo preconceito e discriminação vividos pela povo negro durante o regime real.

O mérito de District 9 é fazer revelar nas fileiras do cinema o preconceito ainda embutido na classe média brasileira. Aqui em Brasília, na sessão em que estive, diversas pessoas levantaram nos primeiros minutos de filme e foram embora. No princípio, o longa escancara o comportamento de indiferença, manipulação e desprezo que boa parte da classe média possui e não consegue enxergar por arrogância. É fácil virar as costas.

Com elenco completamente desconhecido, liderado pelo ator e produtor Sharlto Copley, District 9 é exemplo também da desvinculação local do grande cinema. O orçamento pequeno para os padrões de hoje, cerca de US$ 30 milhões foram investidos na produção, e locação que fugiu das grandes cidades americanas e dos grandes astros, o longa leva o público a conhecer um formato de produção independente do pensamento higienizado dos grandes estúdios que nunca permitem às suas grandes produções pensar demais.


6º Festival Internacional Cinema de Salvador

06/10/2009
Cena do longa "Insolação" com Simone Spoladore e Daniela Piepszyk

Cena do longa "Insolação" com Simone Spoladore e Daniela Piepszyk

E como este blog respira e se alimenta de cinema, veja abaixo o release de apresentação do 6º Festival Internacional Cinema de Salvador, que acontece de 8 a 22 de outubro. 5 salas estarão encarregadas de apresentar as películas ao público. O tema do Festival este ano é “Cinema e Mídias Móveis”. Quem divulga são as poderosas Juliana Protásio e Fabiane Beneti.

A 6ª Edição do Festival Internacional Cinema de Salvador, promovido pelo Grupo Saladearte com patrocínio da Vivo e Governo da Bahia, através do Fazcultura, este ano tem como mote Cinema e Mídias Móveis. De 8 a 22 de outubro, a programação ocupa cinco espaços do Circuito Saladearte – Cinema do Museu, Cinema da UFBA, Cine ViVO, Cinema do MAM e Cine XIV – com mostras de filmes, oficinas, mesas-redondas e sessões especiais. A abertura oficial do evento acontece dia 8, às 20h, na novíssima Saladearte Cine ViVO (Shopping Paseo-Itaigara).

O Festival Internacional Cinema de Salvador é uma verdadeira maratona cultural de cinema e vídeo realizada anualmente, tendo o objetivo de trazer ao público baiano um vasto painel do cinema feito hoje no mundo, sem perder de vista a cinematografia nacional. “O Festival é um momento de celebração, de troca. Nos outros anos, já tivemos a presença de nomes emblemáticos do cinema nacional e baiano”, afirma Ana Ferreira, sócia do Grupo Saladearte e coordenadora geral do evento.

Este ano, o Festival exibirá cerca de 70 filmes, divididos em mostras temáticas, com produções de mais de 15 países. “O critério de seleção dos filmes do circuito saladearte é muito eclético, tendo em comum filmes autorais, que tenham alguma expressão artística”, lembra André Trajano, também sócio do Grupo. Reforçando essa idéia de variedade, dentro de uma espécie de selo de qualidade, MarceloSá, sócio e diretor artístico das salas brinca: «O Circuito Saladearte vive em clima de festival. São dezenas de filmes por mês, em todas as nossas salas».

Nestes 9 anos de circuito, o Festival vem se firmando como um importante evento cinematográfico para Salvador, uma vez que traz novas e antigas produções do cinema mundial, muitas inéditas. Além disso, é uma oportunidade de reunir artistas e profissionais da Sétima Arte para intercâmbio com agentes locais do segmento.

A relevância do Festival Internacional Cinema de Salvador atualmente já passa a ser reconhecida por investidores. Este ano, além do patrocínio da Vivo através da lei de incentivo, o evento conta ainda com apoio cultural do Banco do Nordeste – BNB, Shopping Iguatemi e UniJorge.

PROGRAMAÇÃO

Mostras Especiais:

  • Mostra Brasil – novos filmes nacionais
  • Mostra Mundo – lançamentos do cinema internacional que normalmente ficam de fora do circuito comercial
  • Sessão Curumim – filme e animação para crianças
  • Mostra Doc – novos documentários nacionais e estrangeiros
  • Sessão Possíveis Sexualidades – obras de temática LGBT
  • Mostra Vivo Arte MOV. – Retrospectiva do Festival Arte MOV., vídeos produzidos em mídias móveis

Vivo arte.mov

O Vivo arte.mov – Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis acontece anulmente desde 2006, em Belo Horizonte (MG), com enfoque na utilização consciente das mídias móveis para fins de construção de experiências de compartilhamento de conhecimento, acesso à informação, criatividade e arte. As mostras audiovisuais, em suas várias vertentes e formatos, cumprem o papel informativo e ilustrativo de como essas questões têm sido percebidas na sociedade e pelos artistas. Por sua vez, os trabalhos expositivos fazem reverberar tais questões em traduções simbólicas e subjetivas. http://www.artemov.net/

Oficinas:

  • Incubadora de roteiros: Parceria com uma produtora nacional de filmes independentes, trazendo um produtor e um roteirista para prestar consultoria a 08 roteiros de curtas baianos.
  • Workshop Vivo Arte.Mov – Para até 20 participantes Intercâmbio entre grupos de educação audiovisual comunitária, com oficina ministrada por orientador convidado para jovens da ONG Kabum!

Outros eventos:

Cine PAPO — Após as sessões, bate-papo com artistas e técnicos envolvidos no filme exibido, com convidados a confirmar.

Clube da Crítica – Com André Setaro. – Sempre às terças-feiras, bate-papo com críticos sobre filmes a definir. Dias 13 e 20.

Mostra Especial Videoclipes Baianos.

Lançamento dos 05 videoclipes baianos produzidos pelo projeto Geração BIT.

Locais de exibição:

Saladearte Cinema do Museu

Av. Sete de Setembro, nº 2595. Corredor da vitória – Museu Geológico. – Tel: 71.3338 2241

Saladearte Cine XIV

Rua Frei Vicente, 12/14 – Quarteirão Cultural do Pelourinho – 71.3324 9206

Saladearte Cinema do MAM
Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão – Tel: 71.3329 5727

Saladearte Cinema da UFBA

Av. Reitor Miguel Calmon, s/n. Vale do Canela. Ao lado das Faculdades de Educação e Administração –  PAC (Pavilhão de Aulas do Canela). Tel: 71.3235 9876

Saladearte Cine ViVO
Shopping Paseo Itaigara, Rua Rubens Guelli, 135. Tel: 71.3015 6867.

Quando: 9 a 22 de outubro de 2009 (8/10 abertura para convidados)

Quanto: R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia)

Realização: Grupo Saladearte / Vivo / Fazcultura

E-mail: saladearte@uol.com.br

Site: http://www.saladearte.art.br/festival

Realização: Circuito SALADEARTE e Plural.

Patrocínio: VIVO
Parceiros Institucionais: Fazcultura, MAM, Museu Geológico e UFBA.

Apoio Cultural: Banco do Nordeste, Shopping Iguatemi e UniJorge

Contato:

Assessoria de Imprensa:
Juliana Protásio 8789-2298 /
jjprotasio@gmail.com
Fabiane Beneti – 8824-0070 / fabiben@gmail.com