Procurando o respeito mútuo

Maio 8, 2008

Ainda sobre o post imediatamente abaixo, em que pudemos ver alguns absurdos escritos pelo jornalista (?) Gilberto Dimenstein, recebo agora, desta sim grande jornalista, Fabiane Beneti, paulistana radicada em Salvador o seguinte comentário:

“Quanta ignorância, nenhuma decepção com Dimenstein, pra mim ele não tem nenhum crédito mesmo, mas o preconceito… As pessoas não aceitam o diferente. Eu falo isso com propriedade, sou paulista e há 5 cinco anos escolhi Salvador para viver, mas do que isso tenho uma filha baiana e não é possível que só porque ela nasceu aqui ela tenha QI mais baixo ou menos capacidade. Quando cheguei sofri um choque cultural terrível, pois realmente a Bahia é diferente de tudo. O povo aqui tem uma identidade muito forte e resiste ao imperialismo, de maneira natural, sem se dar conta disso. A proposta enlatada de vida defendida pelo capitalismo cai por terra e eu acho que isso irrita quem acha que sabe tudo!”

Fabiane, jornalista talentosíssima e com um profissionalismo de alto nível, largou São Paulo em busca de qualidade de vida e mais oportunidades de trabalho, junto com seu companheiro Rudá. Ela fez o caminho reverso citado pelo GDimen e não precisou levar a “disciplina paulistana”.

Em conversa com Fabi por gtalk, discutindo esse preconceito horroroso que assola o Sul do país e que está impregnado na cabeça de gente de comunicação, ela relatou o período da gestação da linda Marina, que nasceu soteropolitana com orgulho. Na época, sofria pressões do pessoal de São Paulo para, no período prestes ao parto, ter o bebê em São Paulo.

Estamos em pleno século 21, a procura de igualdades, lutando contra preconceitos e trabalhando pela conscientização sobre a importância de eliminarmos as barreiras que impedem as pessoas de se compreenderem com respeito mútuo.

Veículos de comunicação e seus profissionais tem o dever de usarem seus canais para alertar e  conscientizar, impedindo que o ódio subliminar seja propagado, em todos os níveis de conteúdo produzido.


Para Dimenstein, baianos precisam da “disciplina paulistana” e são “capital humano”

Maio 7, 2008

O professor baiano que recentemente disse que seus conterrâneos tem “déficit de inteligência” fez escola.

O jornalista (?) Gilberto Dimenstein em sua coluna na Folha Online, ao tentar justificar o que disse o professor, jogou mais coisas no ventilador.

As vezes eu me pergunto se alguns jornalistas não tem mais o que fazer. E descubro que tem sim, como escrever coisas desse tipo.

No texto, GDimen diz algumas barbaridades a mais. Ele afirma que o déficit existe pq as inteligências baianas saem para trabalhar em outro estado. e cita como exemplo (?) o publicitário Nizan Guanaes.

Do texto dele, então concluímos que quem fica em Salvador realmente tem QI baixo.

Mas Gdimem vai além, sem nenhum censo do ridículo. Veja a frase: “Vejo como muitos deles prosperam rapidamente, beneficiados pela criatividade baiana combinada com a disciplina paulistana.”

Ou seja, baianos são indisciplinados e por isso precisam do adestramento do Sul.

Prestem atenção em mais essa frase: “O que me deixa perplexo é que, na Bahia, quase ninguém parece perplexo com esse déficit de inteligência, o que acaba estimulando um círculo vicioso do baixo capital humano.”

Como um jornalista (?) que faz parte do conselho editorial de um jornal como a Folha (que já tem poucos méritos) pode propagar idéias tão preconceituosas? Piores até do que o próprio professor baiano, que aliás, pediu demissão do cargo de coordenador da UFBA.

Só uma coisa explica isso: a vontade de propagar o status quo em detrimento da valorização pessoal, conduzido pela benção do marketing moderno.

GDimen, pede pra sair vc tb.


Existe o termo homessesual?

Maio 6, 2008

Ainda fascinado pelo post abaixo com a manchete do Correio, joguei no Google a palavra homessesual.

Apareceram termos semelhantes em comentários e num texto de um escritor europeu.

Veja aqui.

Pergunto aos linguistas de plantão. Será uma palavra usada no português de Portugal?


Correio Braziliense cria novo gênero: os homessesuais

Maio 6, 2008

Espetacular a manchete de um artigo da advogada Sylvia Maria de Mendonça do Amaral publicado no caderno Direito & Justiça do Correio Braziliense de ontem. A culpa não é da advogada, claro, mas sim do editor responsável pelo caderno.

Estampado na segunda página do caderno está: A Família e os Homessesuais.

Pela manchete, o Correio talvez esteja querendo criar um novo gênero sexual, que transcende os desejos e causas políticas dos homossexuais. Seria mais uma etapa da evolução Darwiniana?

O jornalismo brasileiro, com isso, se vangloria de antecipar os fatos científicos desta nova era ronaldiana.

Como se não bastasse o erro na página impressa, a manchete foi replicada na versão digital do jornal.

No jornal, uma vez no papel, só uma errata pode salvar. Na Internet é possível a correção, que não foi feita.

Quer dizer, passou batido por todo mundo. Veja a captura do site abaixo.

Não dá nem pra acreditar que foi erro de digitação. Homo foi trocado por “Home” e o X foi sublimado da palavra sexual, se transformando em “sessuais”.

Em tempos de Ronaldo com travestis, o Correio tratou de publicar uma manchete meio… traveca.


Na Jukebox Mental, Ben Folds com Tiny Dancer

Maio 5, 2008

Na década de 70, Elton John gravou o hit Tiny Dancer, canção que ressurgiu na trilha do filme Quase Famosos.

Os impecáveis músicos da banda Ben Folds, conhecida no início dos anos 2000 como Ben Folds Five, tocaram Tiny Dancer em shows. Confira no vídeo abaixo:


3 anos de Nave, na melhor pista de Salvador

Maio 5, 2008

A Festa Nave, realizada no Boomerangue (a pista mais hype de Salvador) completa 3 anos no dia 10 de maio.

O Boomerangue está (e não deve sair jamais!) no bairro Rio Vermelho na Rua Paciência, 307.

Na comemoração, 20 Djs que passaram pelas pickups e cdzeras nesses três anos estarão na discotecagem, em duas pistas, até o dia aparecer.

Só podemos esperar o melhor do som indie numa noite. Que os Djs estejam mais que inspirados! De Brasília, farei minha seleção particular na Jukebox Mental, para tentar participar desta noite. Abaixo, poster (que invejo sempre) da Nave. Ei conselheiros da Nave, mandem posters antigos pra mim?


Vídeo histórico: ACM xinga e pisa no pé de repórter em 1986

Maio 2, 2008

Recordar é viver. A diretora Leonora Luz colocou no YouTube um vídeo histórico, para que os jornalistas e conservadores de plantão reflitam sobre o que é truculência no poder público.

Nas eleições para governador de 1986, o então ministro das Comunicações Antônio Carlos Magalhães reagiu ao seu estilo a pergunta de um repórter da TV Itapoã, com xingamentos e agressões físicas. Questinado sobre o motivo das vaias direcionadas a ele, ACM xingou o repórter de filho da p… e logo depois pisou em seu pé. O irmão de ACM completou as agressões com chutes na canela e soco nas costas.

O que chama a atenção no vídeo também é o sussurro de ACM no ouvido do repórter logo depois do xingamento. Ninguém sabe, mas presume-se que foi algo mais sério, dada a postura que ACM costumava tratar seus inimigos no auge do poder.

Diante de tal vídeo, a diretora Leonora Luz pede aos envolvidos na ocasião, repórter e cinegrafista, que apareçam para dar mais detalhes sobre o ocorrido nos bastidores da matéria.


CQC faz mais jornalismo que os jornais convencionais da TV

Abril 29, 2008

Faz tempo que estou para escrever aqui sobre o CQC, a versão brasileira do programa argentino comandada por Marcelo Tas na Band.

O ator e humorista Rafael Bastos, do elenco fixo do programa, produz e apresenta o quadro Proteste Já, para cobrar das autoridades públicas a resolução de diversos problemas que atingem os cidadãos.

Diversos casos tiveram encaminhamento e solução: o esgoto que não escoava em uma região pobre de São Paulo e o transporte escolar das crianças. A vergonha comprovada na matéria era a de que algumas crianças tinham transporte em uma rua. Na rua de cima, muito próxima, a perua escolar não passava. Veja no vídeo acima o caso da acessibilidade no Metro de São Paulo.

Diante da pressão e da vergonha na matéria o responsável resolveu o problema, assim como a Sabesp que mandou terminar as reformas nas adutoras que recolhiam o lixo da água.

Qual a eficiciência do jornalismo dito sério para cobrar as autoridades? Pelo que vemos no dia a dia das grandes cidades, uma matéria “séria” da imprensa conservadora é encarada pela burocracia como um problema de assessoria de imprensa. Portanto a eficiência é quase zero.

Diante do ridículo, as autoridades funcionam.

Michael Moore já comprovou isso em seu programa na TV Pública americama, PBS, no final da década de 90.

Somente com a pressão do constrangimento e do ridículo as autoridades funcionam.

Matérias “jornalísticas” dos principais programas de TV no Brasil são resolvidas com um release de imprensa e nada mais. Uma vez virada a pauta, o jornalismo das emissoras conservadoras não se interessa mais pela denúncia que produziu.

Por isso o humorístico CQC faz mais jornalismo que Jornal Nacional, Jornal do SBT, Jornal da Record, Jornal da Band e outros genéricos. A insistência em voltar a cobrir o assunto força a resolução.


A Parada Cultural deve ser ação pública

Abril 28, 2008

Na manhã desta segunda (28/04) a Band News FM de Brasília entrevistou Luiz Miranda, proprietário do açougue cultural T-Bone e criador do Parada Cultural, projeto que empresta livros sem burocracia nos pontos de ônibus de Brasília.

Este blog já tratou deste assunto, veja aqui.

O Parada Cultural está completando um ano, com bancas de livros instaladas em quase todos os pontos da W3 Norte.

Amorim quer ampliar isso.

No balanço que fez em entrevista para a Band News, Amorim disse que as pessoas pegam os livros e os devolvem.

A tentação de não devolver é mínima, pq as pessoas sabem que outras pessoas podem se beneficiar dos livros também.

Esta ação prova que a colaboração e o compartilhamento do conhecimento é fundamental para a ampliaçào do acesso a educação e leitura.

Governos municipais e estaduais deveriam copiar a iniciativa de Amorim.

Mas antes é preciso desburocratizar as mentes dos homens da caneta, aqueles que aprovam os projetos, os burocratas de plantão que na certa condenariam de imediato tal proposta por onerar o erário e por total desconfiança com a população.


Banana com chocolate… e larvas

Abril 25, 2008

Minha amiga Bianca Justiniano, de São Paulo, ficou perplexa e embasbacada ontem, dia 24/04.

Ao abrir uma barrinha de cereais Nutry, caiu uma larva vivinha em sua mesa de trabalho.

No susto, amigos chegaram perto e constataram que dentro do pacote existiam mais algumas. A foto acima e as de baixo comprovam.

Parece raridade? Mas não é: uma pesquisa no Google encontra muitos outros casos semelhantes das barrinhas Nutry. Clique aqui para ver. Até vídeo no YouTube aparece.

Então já sabem: evitem tal marca.

A irresponsabilidade da empresa está quando se verifica a data de validade da embalagem: 08/2009.

Estava tudo dentro do prazo. É caso pra Procom e pra advogado, na Justiça.